
A empresa de mídia Discovery Communications criou um Programa Ambiental chamado Descubra o Verde (Planet Green). Site: http://www.discoverybrasil.com/descubraoverde/
Dentro do Programa o canal Animal Planet fez vários vídeos educativos sobre meio ambiente. Vejam alguns vídeos abaixo. Divulguem. Usem na empresa. É um ótimo material para educação ambiental de crianças e adultos.
Vejam abaixo texto do jornalista Marcelo Leite, da Folha de São Paulo, sobre a importância da Floresta Boreal no combate ao Aquecimento Global. Vale a leitura.
ÁRVORES E FLORESTAS
Quando se fala em florestas e seu efeito sobre o clima planetário, as pessoas pensam logo nas florestas tropicais. Com isso, quase sempre vêm à mente a Amazônia e, claro, o Brasil. Afinal, o território do Brasil abriga a maior floresta do mundo, correto? Não.
A maior área florestada da Terra está milhares de quilômetros ao norte. Cobre quase toda a faixa de altas latitudes boreais, entre os paralelos 53 e 67 Norte. Vale dizer, a maior parte do Canadá e da Rússia.
O nome correto dessa floresta em que predominam coníferas (árvores com folhas na forma de agulhas) é taiga, embora seja também chamada de floresta boreal. Só na Rússia há 9 milhões de quilômetros quadrados de taiga, uma área maior que a do Brasil. A floresta amazônica nacional tem menos da metade disso.
Sozinha, a taiga representa um terço da superfície de floresta do mundo. Ela guarda também um terço do carbono estocado em ambientes terrestres, na forma de madeira, folhas, raízes, matéria vegetal e micro-organismos do solo. Destruída, o que não tem chance de acontecer no tempo de vida do leitor, lançaria 550 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera, com reforço devastador ao aquecimento global.
A taiga não está nem de longe ameaçada como a floresta amazônica, mas isso também não quer dizer que esteja segura. O alerta sobre o risco que corre a mata boreal foi lançado na semana passada por Corey Bradshaw, Ian Warkentin e Navjot Sodhi no periódico científico “Trends in Ecology and Evolution” (simpaticamente abreviada “Tree”, árvore, em inglês). (…)
Há indícios fortes de que o fogo -uma ocorrência natural na taiga- venha consumindo áreas cada vez maiores desse bioma boreal. (…)
Para piorar a situação, a taiga se encontra justamente na região do planeta -altas latitudes do hemisfério Norte- em que a temperatura mais deve subir sob efeito do aquecimento global. Projeta-se um aumento de 5C a 10C neste século.
O Alasca, onde está a parcela americana da floresta boreal, já tem invernos em média 4,5C mais quentes que meio século atrás. (…)
Bradshaw, Warkentin e Sodhi defendem que o papel crucial da taiga na armazenagem de carbono justifica a criação de extensas áreas protegidas: “Essas grandes reservas florestais são possíveis em florestas boreais do Canadá e da Rússia, e argumentamos que esses países, em particular, têm uma responsabilidade moral e global de criar tais reservas”.
Parece até que os autores estão falando do Brasil.
Participei recentemente da Sustentável 2009, grande evento sobre Gestão Ambiental e Sustentabilidade realizado em São Paulo e promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). Chamou-me a atenção o fato de grandes empresas ainda usarem o modelo da ecoeficiência como base de seu Sistema de Gestão Ambiental.
É compreensível que um evento do CEDBS priorize o modelo da ecoeficiência, uma vez que o WBCSD (World Business Council for Sustainable Development), “pai do CEBDS”, foi a instituição que propôs o modelo. Mas depois do desenvolvimento de modelos mais avançados de Gestão Ambiental, com foco na sustentabilidade, e de toda a discussão que veio na sequência, me assustou ver na Sustentável 2009 empresas mostrando gráficos de consumo de água e consumo de energia por unidade produzida como demonstração do progresso em direção à sustentabilidade. Uma empresa disse inclusive que se o Brasil aumentasse sua reciclagem de plástico seria o país mais sustentável do mundo.
O modelo da ecoeficiência produziu ganhos significativos para as empresas, mas está esgotado. O equívoco básico desse modelo é que ele tem como foco a melhoria contínua em relação ao estágio atual dos processos produtivos, que sabidamente são insustentáveis. Com a ecoeficiência as empresas correm o risco de estarem “melhorando aquilo que não deveria estar sendo feito”. É como buscar ganhos de produtividade em uma indústria de máquinas fotografias analógicas. Ação insuficiente para vencer os desafios impostos pelo mercado.
Vamos dar um exemplo definitivo. Considerem os dois gráficos abaixo (fonte: Energy Information Administration, 2006). Os dois representam a emissão mundial de Gases de Efeito Estufa (GEE). O primeiro mostra a emissão relativa de GEE, em relação ao PIB mundial (indicador de ecoeficiência, como o consumo de água por unidade produzida em uma empresa, por exemplo). Se imaginarmos que a ecoeficiência é o modelo a ser seguido, olhando o gráfico podemos concluir que o problema do Aquecimento Global está resolvido, uma vez que a emissão de GEE em função do PIB vem caindo e tende a cair muito ao longo do tempo.
Mas a natureza não considera dados relativos. Ela quer saber dos resultados absolutos, daquilo que efetivamente a está pressionando. E o segundo gráfico mostra a emissão mundial absoluta de GEE. Não é preciso dizer mais nada não?
Assim, uma empresa pode estar muito feliz por ter reduzido seu consumo de energia por unidade produzida em 5% no ano. Porém, a produção dessa empresa aumentou 10% no ano, o que significa que aumentou sua pressão sobre a natureza. Além disso, pensar em consumo de água e de energia sem considerar a fonte desses insumos vai contra a sustentabilidade.
Em entrevista para a revista Exame, até mesmo o Presidente do CEBDS, Fernando Almeida reconheceu o esgotamento do modelo da ecoeficiência: “Durante muito tempo pensei que a adoção de práticas de melhoria contínua, como a ecoeficiência, seriam suficientes para nos tirar desse impasse. Elas continuam valendo, mas não bastam. São remédios de atuação muito lenta em comparação com a velocidade da degradação ambiental e social que estamos vivendo”.
A ecoeficiência deve continuar existindo, mas nunca no modelo atual. Primeiro precisamos compreender o conceito e os princípios da sustentabilidade. A melhoria contínua deve se basear na condição ideal (sustentabilidade) e nunca na condição atual (insustentabilidade).
É só refletirmos um pouco. Se todas as empresas do mundo fossem avançadas em ecoeficiência, porém mantivessem seus processos produtivos e modelos de negócio atuais, a crise ambiental estaria resolvida?
Essa é boa. Lembram-se de todo o discurso sobre os lucros maiores que os produtores teriam com a soja transgênica? Pois agora a verdade começa a aparecer. Aqueles lucros não são tão grandes assim e em muitas regiões a soja tradicional é mais lucrativa que a geneticamente modificada.
Decisões importantes como a do Governo do Paraná, que se manteve firme contra a soja transgênica, se mostraram acertadas. Vejam abaixo reportagem da Revista Veja, divulgada pelo Planeta Sustentável.
E OS LUCROS SECARAM…
Há quinze anos, o surgimento da soja transgênica deu início a uma revolução agrícola comparável à da década de 50, quando os agrotóxicos foram introduzidos e triplicaram a produção mundial de grãos. Para desenvolver a semente geneticamente modificada, a empresa americana Monsanto introduziu no DNA da soja um gene de bactéria resistente ao glifosato, um herbicida tão potente que dispensava a aplicação de outros agrotóxicos.
Ao reduzir a necessidade de aplicação de defensivos, muito caros e nocivos à saúde, a soja transgênica mostrou-se muito mais rentável do que a natural. Essa semente chegou ao Brasil de forma ilegal em 1995. Oito anos depois, seu plantio foi autorizado pelo governo. Como a soja transgênica era mais lucrativa (veja o quadro), vários especialistas previram que ela varreria a cultura tradicional do país, como já havia acontecido nos Estados Unidos e na Argentina, os dois maiores produtores mundiais, juntamente com o Brasil. De fato, ela responde, hoje, por 58% da safra nacional. Mas, agora, apareceram entraves que ameaçam a sua expansão.
O primeiro deles é a disseminação de ervas daninhas resistentes ao glifosato. Elas reduzem a produtividade da lavoura, porque concorrem com a soja na busca de nutrientes e luz solar. Quatro anos atrás, tais pragas começaram a se espalhar pelos Estados Unidos e pela Argentina. Há duas safras, passaram a se alastrar pelas plantações brasileiras. Pelo menos quatro tipos de ervas daninhas já empesteiam os campos do país. Para evitá-las, os agricultores deveriam ter feito rodízios de cultura.
Não o fizeram simplesmente porque não foram orientados adequadamente. Agora, para eliminá-las, precisam combinar o glifosato com outros agrotóxicos. “O resultado é que, nas áreas mais atingidas pelas pragas, como o norte do Rio Grande do Sul e o oeste do Paraná, o custo de produção desses grãos já é equivalente ao da soja convencional, pela qual se obtém um valor melhor no mercado”, diz Fernando Adegas, pesquisador da área de soja da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Esse é o segundo problema da soja transgênica no país. A Europa, um dos maiores mercados para o grão, prefere o natural. Países como Alemanha, Noruega, Bélgica e Finlândia não importam produtos oriundos de sementes geneticamente modificadas e têm-se disposto a pagar mais pela soja convencional, agora restrita a 13% da produção mundial.
Atualmente, o único fornecedor em larga escala do produto é o Brasil. “Na Europa, cada tonelada de soja sem transgenia recebe um prêmio de 40 dólares. Metade deles acaba no bolso dos agricultores”, afirma José Enrique Marti Traver, diretor da Imcopa, empresa que beneficia e revende apenas derivados de sementes convencionais. Os europeus recusam a soja transgênica e outras sementes geneticamente modificadas por mera superstição. Acham que alimentos produzidos a partir deles podem fazer mal à saúde, embora nenhuma pesquisa científica, até o momento, tenha comprovado essa crendice. No mercado interno, a irracionalidade também tem encontrado um terreno fértil. Várias indústrias alimentícias, muitas delas multinacionais, deixaram de comprar não apenas soja transgênica, como também o milho geneticamente modificado, que começou a ser colhido no país na safra deste ano.
Apesar da rejeição, a Monsanto mantém o ritmo de suas pesquisas. Até 2012, o gigante americano pretende lançar no Brasil mais uma variedade de soja transgênica, que combinará a resistência ao glifosato com o combate às lagartas da soja. Os bichos morrerão se comerem a planta originada dessa semente. O novo grão, contudo, não conterá nenhuma defesa adicional contra as ervas daninhas que já assolam as culturas.
A Monsanto acredita que a solução para esse problema depende apenas de uma mudança de comportamento dos agricultores. “É preciso que eles intercalem o plantio da soja transgênica com o de milho e demais culturas, para evitar que essas pragas se espalhem. As ervas daninhas que proliferam com a soja não convivem com outros grãos”, diz o gerente de segurança de produto da empresa, Luciano Fonseca. Com um aumento de mais de 50% no preço da soja nos últimos quatro anos, os agricultores brasileiros ainda resistem a fazer essa rotação, que, aliás, é indicada para qualquer tipo de lavoura. Em vez disso, alguns já substituem a soja geneticamente modificada pela convencional, para aproveitar os melhores preços pagos pelo produto. Com superstição ou não, é o mercado que comanda.
Vejam abaixo uma interessantíssima palestra de Jaime Lerner (em inglês), Ex-Prefeito de Curitiba, sobre o papel das cidades na busca pelo desenvolvimento sustentável.
Notem a lição de Lerner. O que faz a diferença não são os green buildings ou os novos materiais, mas sim a concepção e o design da cidade. É o que sempre dissemos sobre a Gestão Ambiental nas empresas. A solução não é a ISO 14001, a ecoeficiência ou a produção mais limpa, mas sim uma completa visão sustentável da atividade.
Tirem 15 minutos para assistir a palestra até o final. Vale a pena.
Vejam abaixo reportagem da Agência Estado, em que o Ministro do Meio Ambiente confirma que o Brasil terá uma meta de redução de emissões de GEE na COP-15.
MINC: BRASIL ASSUMIRÁ METAS DE CONTROLE DO EFEITO ESTUFA
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou que o Brasil vai assumir metas de redução das emissões de CO2 durante a reunião da cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro. “Está definido que haverá (metas). Isso é mais um avanço das discussões que estão tendo nossas equipes técnicas e vamos chegar a um número. O Brasil terá metas, mas naturalmente cobrará recursos, parcerias tecnológicas”, afirmou Minc, depois de palestra na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Urca, zona sul do Rio de Janeiro.
As metas ainda serão definidas pelas equipes técnicas do chamado G-3, que inclui os ministérios do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia e Itamaraty. “Primeiro foi uma queda de braço para a gente fazer um plano com metas voluntárias e internas, porque antes não tinha nem isso. Depois criamos o G-3 e estamos avançando mais. O Brasil já aceitou o parâmetro de não mais de 2 graus de elevação (da temperatura) até o final do século e não mais do que 450 ppms (partes por milhão) de CO2 na atmosfera”, disse.
Para Minc, o Brasil está “lentamente avançando”, não somente na modificação da posição de ter meta, mas também no tema em si. Os países ricos têm pressionado os emergentes a se comprometer com as metas internacionais para reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa. O ministro anunciou ainda que esta semana será apresentado um inventário das emissões de CO2 nos setores de energia, indústria e transportes de 1994 para 2007. Segundo Minc, houve aumento nessas áreas, mas, por outro lado, este ano será registrado o menor desmatamento dos últimos 20 anos.
Neste verão do hemisfério norte o WWF e o Greenpeace estão no Ártico colhendo provas do Aquecimento Global. As imagens são muito mais eficientes do que as palavras para tentar sensibilizar as pessoas para a necessidade de conter o Aquecimento Global.
Podemos acompanhar as duas expedições:
Expedição do WWF:
Página: http://panda.org/what_we_do/where_we_work/arctic/news/northeast_passage_expedition/
Expedição do Greenpeace:
Twitter: www.twitter.com/GPArctic
Página: http://www.greenpeace.org/international/campaigns/climate-change/arctic-impacts?homeship
Segundo o National Climatic Data Center, do governo americano, no mês de julho a temperatura dos oceanos foi a maior já registrada em 130 anos de medições. A temperatura média dos oceanos no mundo foi de 17 graus Celsius.
Segundo os meteriologistas, as causas dessa elevada temperatura são o fenômeno El Niño e o Aquecimento Global. O recorde anterior ocorreu em julho de 1998, quando houve um intenso El Niño.
As principais consequências dessa elevação da temperatura dos oceanos são a destruição dos corais, a intensificação de furacões e o derretimento das calotas polares.
Do site Ecodesenvolvimento (www.ecodesenvolvimento.org.br).
Com um só tênis, a marca Naturezza, do grupo Via Uno, desmitifica três tabus da moda sustentável: preço, confecção com 100% de materiais ecológicos e beleza. O primeiro modelo da linha feminina que será lançada em setembro carrega a tendência da estação, é feito com tecidos reutilizados e tem um custo super acessível.
“Queríamos criar um produto diferente, que atendesse essa necessidade ecológica. Mas a maioria dos produtos desse tipo é muito cara, voltada para classe A. Por isso, pensamos num produto barato, que deve chegar às lojas custando R$ 79,90. Nossa proposta é levar esse tipo de produto e informação a quem hoje não tem acesso”, diz Paulo Kieling, diretor de marketing da Naturezza.
“Este era um projeto piloto que foi um sucesso de cara. Já estamos desenvolvendo mais quatro calçados 100% ecológicos que devem chegar ao mercado em setembro”, diz Kieling.
Em 10/08/2009, o governo alemão entregou o prêmio Green Talents para jovens pesquisadores na área ambiental. Dentre os 15 agraciados três são brasileiros.
Para saber sobre essa premiação:
Para ver a relação dos premiados:
No marketing ambiental é muito perigoso a empresa tentar passar uma imagem de “amiga” do ambiente se ela tem passivos ou deficiências ambientais significativas. O mercado pode se sentir enganado pela empresa e dar o contragolpe, chamado pelos americanos de backlash. E nos tempos atuais, de conectividade total da sociedade, é muito simples produzir um poderoso backlash contra determinada empresa.
O exemplo a seguir é muito ilustrativo. Uma campanha da linha de cosméticos Dove, da Unilever, tentava demonstrar a preocupação da empresa com o culto à beleza em crianças e adolescentes. Ocorre que a empresa, que tentou passar uma boa imagem com o comercial, tinha sérias ligações com o desmatamento de florestas tropicais e foi objeto de um contragolpe do Greenpeace. Vejam os vídeos abaixo.
A solução para evitar o backlash? Faça o dever de casa antes de comunicar seu comprometimento com a conservação ambiental. E não aponte apenas virtudes da empresa. Fala também de suas deficiências e das ações para superá-las.
Comercial Dove:
Comercial Greenpeace
No âmbito da Gestão Ambiental Avançada, uma nova tendência entre as empresas mais modernas é a determinação da pegada hídrica. Trata-se de um levantamento completo do consumo de água ao longo do ciclo de vida dos produtos da empresa, da mesma forma como é a pegada de carbono.
Recentemente em uma reunião do Comitê de Meio Ambiente da Câmara Americana de Comércio (AMCHAM) de Campinas, do qual sou Presidente, um profissional da Natura disse que a empresa pretende em breve também determinar sua pegada hídrica.
Uma das empresas pioneiras no uso dessa nova metodologia é a cervejaria SAB Miller. Em um trabalho conjunto com o WWF, foi determinada a pegada hídrica das unidades da empresa na África do Sul e na República Tcheca. A principal conclusão do estudo foi que a grande parcela do consumo de água está na agricultura, na produção da matéria-prima da cerveja, e não na industrialização.
Quem desejar conhecer um relatório desse tipo (em inglês), pode baixá-lo em nossa BIBLIOTECA ONLINE DE SUSTENTABILIDADE:
http://www.silvaporto.com.br/admin/downloads/PEGADA_HIDRICA_SAB_MILLER.pdf
Para mais informações sobre pegada hídrica acessem www.waterfootprint.org
A Fiat foi a primeira montadora brasileira a entrar na onda do desenvolvimento colaborativo ao propor a fabricação de um carro “open source”. O Fiat Mio será produzido no Brasil, com a ajuda de todos que desejarem participar.
Baste se cadastrar em www.fiatmio.cc e contribuir com ideias ou participar das discussões. É um processo incrível.
Participem. Vamos ajudar a criar um carro ecológico. Acompanhem o projeto no twitter:
Começou a operar na Alemanha um barco movido à energia solar. Ótimo exemplo. Vejam o vídeo.
Faz tempo que estudamos o caso da indústria de carpetes americana Interface e a consideramos a empresa mais avançada do mundo em gestão ambiental e sustentabilidade. Todas as empresas deveriam acompanhar a Interface e aprender com ela.
Uma das filosofias da empresa é o biomimetismo, do qual falamos aqui recentemente. É usar a natureza como fonte principal das ideias inovadoras. É aprender com a natureza.
E para aqueles que imaginam que isso é discurso de ecologista, que não tem aplicação prática de mercado, a Interface desenvolveu uma linha de carpetes chamada Entropy.
Estudando a forma como a natureza cobre as superfícies, de uma maneira aleatória, porém organizada e bonita, a empresa criou um modelo de carpete que permite um visual diferente e uma flexibilidade única. É tentar reproduzir um chão coberto de folhas ou o fundo do um rio coberto de pedras.
Conheçam mais sobre o produto no link abaixo:
http://www.interfaceflooring.com/products/sustainability/entropy2/movie1.html
Quando menos se esperava o Brasil tomou um posição decisiva para a reunião de Copenhague em dezembro, sobre Aquecimento Global e mudanças climáticas ( a COP 15). O Governo brasileiro decidiu propor um valor real de meta de corte de suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE).
Seguramente, essa decisão se deve à pressão exercida pelo Ministro de Energia e Mudanças Climáticas da Inglaterra, Ed Miliband, que em recente viagem ao país disse que o resultado da COP 15 dependeria da posição do Brasil.
Vejam abaixo reportagem do jornal Folha de São Paulo.
ITAMARATY CONFIRMA QUE BRASIL TERÁ META CONTRA AQUECIMENTO
O Brasil deverá apresentar números específicos de redução de emissões de gases poluentes durante a conferência do clima de Copenhague, em dezembro, confirmou ontem o Itamaraty. Serão “ações quantificadas”, afirmou Sérgio Serra, embaixador extraordinário para a mudança do clima, durante reunião informal da Convenção do Clima das Nações Unidas que acontece em Bonn, Alemanha, até sexta-feira.
Ainda se discute como esse número será calculado. Mas, apresentando objetivos quantificados no âmbito da convenção o país poderá ser cobrado internacionalmente sobre as suas ações no combate ao aquecimento global e ao desmatamento na Amazônia.
A proposta representa uma mudança de posição do Brasil em relação à adoção de metas de redução pelas nações pobres. “Mas o número também servirá para colocar uma exigência maior aos países desenvolvidos, já que a meta tem potencial para ser maior que a soma de reduções de vários deles”, disse Luiz Alberto Figueiredo Machado, negociador-chefe de clima do Brasil.
“Só espero que não seja um discurso vazio”, disse João Talocchi, coordenador da campanha de clima do Greenpeace. “Não adianta nada chegar aqui com um plano bonito ao mesmo tempo em que se constroem estradas como a BR-319 na Amazônia, por exemplo.”
Sobre as críticas que vêm sendo feitas ao país por não querer a inclusão, no mercado de carbono, do Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), os diplomatas brasileiros em Bonn disseram que o financiamento para evitar o desmatamento viria de várias fontes -até do mercado de carbono.
Para Figueiredo, a rodada de discussões em Bonn evidenciou que falta avançar nas discussões do financiamento de ações de combate ao aquecimento global. “Hoje, não se diria que haverá um resultado ambicioso”, disse Serra. O Secretariado da Convenção do Clima da ONU pede US$ 250 bilhões dos ricos para os países mais pobres. Mas os ricos querem financiar grande parte dessa quantia com dinheiro conseguido no mercado de capitais.
Greenwashing é a apresentação pelas empresas de benefícios ambientais ou socioambientais inexistentes ou inadequados em produtos ou serviços. O termo tem sido traduzido para o português como Maquiagem Verde.
Com o crescimento da preocupação da sociedade com as questões ambientais muitas empresas querem aproveitar a Onda Verde. E para tanto comunicam ao mercado que seus produtos e serviços possuem qualidades ambientais nem sempre verdadeiras.
A empresa de marketing ambiental americana TerraChoice realizou entre o final de 2008 e o início de 2009 uma pesquisa identificando as “promessas” ambientais de 2.219 produtos vendidos nos EUA e Canadá. A empresa identificou sete pecados que as empresas cometem.
Os sete pecados do greenwashing propostos pela TerraChoice são (adaptando o trabalho de Rogerio Ruschel, especialista em marketing ecológico):
1) Pecado dos Malefícios Esquecidos: O principal pecado encontrado na pesquisa, estando em 56% dos produtos pesquisados, se caracteriza pelo fato do produto destacar apenas um benefício ambiental e “esquecer” os outros. Exemplos: Meu produto é reciclável (mas é extremamente gastador de energia e água para ser produzido); meu produto é produzido sem testes em animais (mas sua decomposição natural pode prejudicar a cadeia alimentar natural);
2) Pecado da Falta de Provas: Representando 26% das promessas encontradas, é utilizado por produtos que anunciam benefícios ambientais sem comprovação científica ou certificação respeitável. Nesta categoria são encontrados xampus que não são testados em animais, produtos de papel com uso de material reciclado, lâmpadas com maior eficiência energética – todos sem comprovação dos argumentos disponível ao consumidor;
3) Pecado da Promessa Vaga: Entre as promessas vagas – encontradas em 11% dos produtos pesquisados – estão produtos “não-tóxicos” (e sabemos que qualquer produto em excesso pode intoxicar uma pessoa); produtos “livre de químicos” (o que é impossivel, porque todos os insumos de todos os produtos têm elementos químicos em sua composição); “100% natural” (urânio, arsênico e outros venenos também são “naturais”); “ambientalmente produzido”, “verde”, “conscientemente ecológico”, todas promessas 100% vagas;
4) Pecado da Irrelevância: Pecado encontrado em 4% dos produtos pesquisados, se caracteriza por destacar um benefício que pode ser verdadeiro, mas não é relevante. A mais irrelevante das promessas foi a relacionada ao CFC, banido do mercado norte-americano nos anos 70: inseticidas, lubrificantes, espumas de barba, limpadores de janelas e desifetantes, por exemplo, todos livres de CFC. A promessa é irrelevante porque se não fossem livres de CFC estes produtos não teriam licença para estar à venda no mercado;
5) Pecado da Mentira: Encontrado em 1% dos produtos, é simplesmente uma mentira deslavada;
6) Pecado dos Dois Demônios: Encontrado em 1% dos produtos, são benefícios verdadeiros, mas aplicados em produtos cuja categoria inteira tem sua existência questionada, como cigarros orgânicos;
7) Pecado da Admiração Falsa: Este é um novo pecado proposto pela Terrachoice. Trata-se da promessa de que um produto é referendado por um terceiro, como uma ONG ambiental, por exemplo. Mas essa alegação na verdade é falsa.
Se sua empresa possui ou pretende ter uma estratégia de Comunicação e Marketing Ambiental, avalie bem os Sete Pecados acima, para evitar problemas com consumidores ambientalmente mais exigentes.
O relatório completo do estudo da TerraChoice pode ser copiado em nossa BIBLIOTECA ONLINE DE SUSTENTABILIDADE:
http://www.silvaporto.com.br/admin/downloads/RELATORIO_GREENWASHING_2009.pdf
Passou o tempo em que uma empresa podia neglicenciar seu desempenho ambiental. O mercado está ambientalmente exigente e aquelas empresas com baixo resultado ambiental tendem a sofrer sérios prejuízos.
Vejam o caso recente do Costão do Santinho. Reportagem da Revista Exame (link abaixo) informou que o empreendimento de luxo em Santa Catarina está à venda. O motivo principal é o baixo resultado financeiro dos últimos tempos. E uma das causas desse revés é justamente a queda nas vendas de dois empreendimentos imobiliários do Grupo após a deflagração da Operação Moeda Verde, da Polícia Federal, que chegou a levar à prisão o principal executivo da empresa. A Polícia Federal alega que o Costão do Santinho participou de um esquema de compra de Licenças Ambientais.
http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0949/negocios/paraiso-venda-489444.html
Estudo do INPE concluiu que o desmatamento da Amazônia contribui menos do que se pensava para o Aquecimento Global. O desmate corresponde a 2,5% das emissões globais e não 5% como se imaginava.
Vejam reportagem do Estadão:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090810/not_imp416136,0.php
Está aberta a competição pelo melhor curta metragem sobre mudanças climáticas. Chamado 1 Minute To Save The World, o festival receberá vídeos com duração de cerda de 1 minuto até 5 de outubro de 2009.
No site do festival ( http://www.1minutetosavetheworld.com/) você pode votar para escolher o melhor vídeo.
Vejam abaixo alguns vídeos que participam do evento.