
Se procurarmos no Google as palavras INEFICIÊNCIA, CARROS, MOTOR A COMBUSTÃO INTERNA, pouca coisa relevante aparecerá. Por que escondem a incrível ineficiência dos automóveis?
O grande físico Amory Lovins, fundador da ONG Rocky Mountain Institute e chamado de Guru da Eficiência Energética, há tempo vem chamando à atenção para a ineficiência dos automóveis de hoje.
Apesar de toda evolução no que se refere ao conforto e à eletrônica embarcada, a eficiência energética permaneceu praticamente a mesma desde que o automóvel foi inventado na década de 1880. Na verdade o automóvel é um dos equipamentos mais ineficientes que existem e pouca gente fala disso, ou por desconhecimento ou por não ter interesse em falar do assunto. Amory Lovins é exceção.
Ele diz que, considerando-se um carro médio nos EUA (o que logo logo não estará tão longe do Brasil, visto o crescimento das vendas de SUV’s e similares por aqui), cerca de 87% da energia do combustível nem chega às rodas do veículo, sendo perdida em:
- perdas do motor à combustão interna
- transmissão mecânica
- paradas do veículo
- acessórios (ar condicionado, etc.)
Dos 13% que chegam às rodas, metade é perdida na resistência do ar e no atrito dos pneus.
Portanto, apenas 6,5 % de toda a energia do combustível move o carro. Porém, como os carros são pesados demais, a energia acaba sendo usada para movimentar o automóvel e não o passageiro. Assim, chega-se à conclusão final:
Considerando-se apenas um passageiro no carro, somente 0,3% da energia do combustível é usada para mover essa pessoa. É como se, de cada R$ 100,00 que colocamos de combustível apenas R$ 0,30 fosse usado para aquilo que desejamos, ou seja, nos locomovermos. Inacreditável. O produto de uma das maiores indústrias do mundo tem uma eficiência de 0,3%.
E o que é preciso fazer? Obviamente, atacar as principais ineficiências do carro, ou seja, motor, peso e aerodinâmica. Alguns exemplos mostram o caminho.
A Volkswagem acaba de lançar no Salão do Automóvel de Frankfurt, o modelo VW L1, que faz 72 km/L de combustível. O carro-conceito ataca as três principais ineficiências dos automóveis. Possui um motor híbrido, (elétrico e movido a diesel), muito mais eficiente que um motor exclusivamente à combustão. Possui uma aerodinâmica que implica em baixa resistência do ar e é extremamente leve, pois sua carroceria é feita de fibra de carbono e plástico (pesa apenas 380 quilos).
O veículo atinge uma velocidade máxima de 160 km/h e emite apenas 36 gramas de CO2 por quilômetro (como comparação um VW Gol 1.0 brasileiro à gasolina emite 180 g CO2/km). Vejam as fotos:
Outro exemplo das alternativas existentes para a elevação da eficiência energética dos carros é o VW Polo BlueMotion. Vendido no Brasil , o veículo possui melhor aerodinâmica e modificações no câmbio, na direção e nos pneus, que faz com que, mesmo tendo um motor 1.6, faça 13,8 km/L na cidade e 21,2 km/L na estrada, rodando com gasolina, segundo o Inmetro.
Quem quiser assistir um vídeo de Amory Lovins sobre eficiência energética dos carros e novos materiais para as carrocerias:
Vale a pena conhecer as lojas de alto desempenho ambiental do Wal-Mart no Brasil:
O Carbon Disclosure Project (www.cdproject.net) é uma ONG criada em 2000 por 475 investidores com ativos de mais de 55 trilhões de dólares. Sua missão é reunir e disseminar informações sobre a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) de empresas ao redor do mundo.
Recentemente foi divulgado o Relatório Global 500, elaborado pela firma PricewaterhouseCoopers, que reuniu os dados de emissões de GEE das 500 maiores empresas do mundo. O relatório completo (em inglês) pode ser copiado em nossa BIBLIOTECA ONLINE DE SUSTENTABILIDADE:
http://www.silvaporto.com.br/admin/downloads/RELATORIO_GLOBAL_500_CDP.pdf
O Relatório apresenta um índice de qualidade da transparência e profundidade dos dados de emissões, chamado CDLI (Carbon Disclosure Leadership Index). Na edição de 2009, as empresas líderes mundiais foram:
Bayer
BASF
HSBC
Wal-Mart
Chevron
Cisco Systems
PG&E
Public Service Enterprise Group
Spectra Energy
Bank of Montreal
Boeing
Carnival
Rio Tinto
Samsung
Agora, a poucos meses da COP-15, não há mais motivo para discussão. Está comprovado tecnicamente que reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) é a melhor decisão ECONÔMICA.
Mais um estudo comprova os benefícios econômicos da redução das emissões de GEE. A New York University analisou tecnicamente o impacto econômico da Lei de Mudanças Climáticas que encontra-se em discussão no Senado dos EUA. A principal conclusão é que para cada dólar gasto com a redução das emissões proposta na nova Lei serão gerados 2,27 dólares na economia americana.
O referido estudo (em inglês), lançado há poucos dias, pode ser copiado em nossa BIBLIOTECA ONLINE DE SUSTENTABILIDADE:
http://www.silvaporto.com.br/admin/downloads/BENEFICIOS_ECONOMICOS_DE_LEIS_CLIMA.pdf
Outros estudos que comprovam os benefícios econômicos da redução das emissões de GEE:
RELATÓRIO STERN - OS CUSTOS DO AQUECIMENTO GLOBAL
http://www.silvaporto.com.br/admin/downloads/RELATORIO_STERN_-_CUSTOS_DO_AQUECIMENTO_GLOBAL.pdf
RELATÓRIO IMPERIAL COLLEGE LONDON - OS CUSTOS ECONÔMICOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICA 2009
www.silvaporto.com.br/admin/downloads/CUSTOS_ECONOMICOS_DAS_MUDANCAS_CLIMATICAS_2009.pdf
RELATÓRIO GERAÇÃO DE EMPREGOS NO MERCADO VERDE NOS EUA 2009
www.silvaporto.com.br/admin/downloads/RELATORIO_EMPREGOS_NO_MERCADO_AMBIENTAL_EUA_2009.pdf
RELATÓRIO UNIVERSITY OF MASSACHUSETTS - BENEFÍCIOS ECONÔMICOS DA ENERGIA LIMPA 2009
www.silvaporto.com.br/admin/downloads/BENEFICIOS_ECONOMICOS_DA_ENERGIA_LIMPA_EUA_2009.pdf
Uma das principais ações que uma empresa deve adotar na busca pela sustentabilidade é o uso de energia limpa. E quando digo energia limpa, quero dizer energia eólica, solar, das ondas, etc. A energia hidrelétrica, apesar de ser renovável, não tem nada de limpa.
A EPA, Agência Ambiental dos EUA, fez um levantamento das maiores empresas do país que usam exclusivamente energia limpa. As 10 maiores são:
- PepsiCo
- Whole Foods Market
- Dell
- The Pepsi Bottling Group
- EPA
- PepsiAmericas
- Vail Resorts
- The World Bank Group
- Mohawk Fine Papers
- The Dannon Company
A lista completa, com detalhes como o tipo de fonte de energia usada, pode ser vista em:
http://www.epa.gov/grnpower/toplists/partner100.htm
Ressalto que essas empresas usam exclusivamente energia limpa (para eletricidade) em suas operações nos EUA.
Notem que usar energia limpa não significa que as próprias empresas tem que gerar essa energia. No mercado as empresas podem comprar energia de geradores de energia limpa.
E no Brasil? Aqui o que mais se ouve é que o emprego de energia limpa é inviável economicamente para as empresas. Mas aqui também existe mercado lkivre de energia. E já existem geradores de energia limpa, como as usinas eólicas do Nordeste e do Sul do país.
Então o que falta para uma empresa no Brasil começar a usar energia limpa em maior escala? Imaginem o retorno de marketing que essa ação traria (publicidade espontânea, etc.)
O Ministério do Meio Ambiente divulgou um ranking dos carros mais poluidores do Brasil.
Foram feitas avaliações para emissão de poluentes de impacto à saúde (monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio), formando a chamada Nota Verde, e para emissão de gás carbônico (CO2), formando a chamada Nota Vermelha.
No link abaixo você pode consultar os resultados dos modelos analisados:
http://servicos.ibama.gov.br/ctf/publico/sel_marca_modelo_rvep.php
O mais surpreendente é que, para a emissão de poluentes, dos 15 piores veículos, oito são movidos a álcool.
Com esse novo ranking e com a classificação de eficiência energética do Inmetro (abordada aqui dias atrás) não era a hora do governo criar incentivos econômicos para a compra de carros menos poluentes ?
Por exemplo, no caso da emissão de CO2, o pior classificado foi o Ford Ranger XL 2.3, que emite 280,15 g/km. Portanto, se um veículo desse roda 1.000 km por mês, emitirá ao final de um ano 3.361,80 kg de CO2, ou seja, mais do que o próprio peso do veículo (2.280 kg). Isso é um absurdo. Quem compra um carro desses precisa pagar um sobrepreço por contribuir mais com o Aquecimento Global.
Para ler mais sobre o assunto, veja link de reportagem do Portal UOL:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/09/16/ult4477u2042.jhtm
É muito interessante. A busca de alternativas contra o Aquecimento Global mostra dois lados distintos.
De um lado pesquisadores “futuristas”, que parecem saídos de filmes de ficção científica, propõem soluções mirabolantes como instalar espelhos no espaço para refletir os raios solares. De outro lado pesquisadores “pé no chão”, propõem soluções absolutamente pragmáticas.
Um relatório recente da London School of Economics, encomendado pela ONG britânica OPT, comprovou tecnicamente o óbvio. O planejamento familiar (e o consequente controle da natalidade) é a medida mais viável economicamente para reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa no futuro.
Dois dados básicos e diretos. Nascem a cada ano no mundo 80 milhões de novos “emissores de carbono”. E, segundo a ONU, 40% dos casos de gravidez no mundo são indesejados.
Ouso dizer que essas propostas pragmáticas são mais difíceis de implantar do que as mirabolantes.
O estudo em questão (em inglês) pode ser copiado em nossa BIBLIOTECA ONLINE DE SUSTENTABILIDADE:
http://www.silvaporto.com.br/admin/downloads/CONTRACEPCAO_AQUECIMENTO_GLOBAL.pdf
Reportagem do Portal UOL no link abaixo apresenta as principais conclusões do estudo:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/bbc/2009/09/14/ult4432u2438.jhtm
Vejam abaixo artigo de Ricardo Young, Presidente do Instituto Ethos, divulgado pelo site Planeta Sustentável (originalmente publicado no jornal Folha de São Paulo). A mensagem é clara: “Não é mais tempo de perguntar se é necessária uma economia verde, inclusiva e ética. A questão agora é como adotá-la”.
OS DESAFIOS DA SUSTENTABILIDADE PARA O BRASIL
Vivemos um momento único no Brasil, em que as evidências das mudanças climáticas e seus efeitos sobre a vida no país começam a ganhar mais destaque do que a própria crise financeira.
A sociedade civil tem se organizado para propor uma agenda nacional diferente daquela que vem sendo discutida oficialmente pelas entidades associativas e pelos partidos políticos, entre outros.
Trata-se de movimentos que buscam pôr o Brasil na trilha do crescimento econômico com equilíbrio ambiental e justiça social, o tripé da sustentabilidade. Porém, as iniciativas são fragmentadas e precisam convergir para uma mesma agenda nacional.
Atores representativos da sociedade estão hoje reunidos para assumir compromissos de redução de emissões de CO2 e com sugestões ao governo brasileiro para a COP-15, a reunião mundial do clima que vai se realizar em Copenhague, no final do ano.
Engajados em trazer a sustentabilidade para plano principal do debate, ainda não conseguem constituir um todo orgânico que impulsione a cidadania a um avanço de consciência significativo em relação ao desenvolvimento sustentável. Falta uma força catalisadora que congregue essa e outras iniciativas futuras sob uma mesma égide.
Essa força é a expressão da sociedade organizada que pode adquirir múltiplas formas. Seja qual for, é inevitável que coloquemos a sustentabilidade no centro da agenda política.
Não estamos mais no tempo de perguntar “se” é necessária uma economia verde, inclusiva e ética. É tempo de perguntar “como” adotá-la. Estamos falando de uma “nova” economia, de baixo carbono, que recupera, reúsa e recicla incontáveis vezes os seus recursos e insumos.
Não será uma economia “de” mercado, mas “com” mercado, na qual o consumo, consciente, será uma vertente, porém não a “razão de ser” dos negócios. A sociedade dela decorrente também terá outros valores e outras expectativas.
Assim sendo, qual o papel dos diversos agentes nessa economia? Qual cidadania emergirá desse processo? Qual o papel do Estado? A função da iniciativa privada?
Essas são, na verdade, algumas perguntinhas incômodas a que precisaremos responder para definir qual país queremos: um país que cresce por crescer ou um país que se desenvolve para prover uma vida digna no presente e garantir o futuro das próximas gerações?
O governo brasileiro está avançando numa proposta de metas de redução dos gases-estufa até 2020, para apresentar na reunião do clima em Copenhague, no final do ano.
Se realmente conseguirmos adotar metas, vamos de fato assumir o protagonismo que devemos ter na construção do desenvolvimento sustentável em nível mundial.
E é isso o que demandam as diversas iniciativas sobre sustentabilidade existentes: que o país deixe de navegar na mesmice e assuma sua responsabilidade em ser parte importante na solução do dilema de civilização em que se encontra a humanidade.
Esta, então, é a hora das empresas socialmente responsáveis. É preciso atingir dois objetivos, um imediato e outro de médio e longo prazo.
O objetivo imediato é reunir todas as forças sociais para influenciar a posição brasileira em Copenhague. O país precisa liderar o movimento em favor do estabelecimento de metas globais de redução de emissões e de apoio ao mecanismo de redução de emissões por desmatamento e degradação (REDD).
O objetivo de médio e longo prazo é constituir um Fórum Nacional de Sustentabilidade, apolítico, suprapartidário, para forjar um programa/agenda com objetivos mínimos e planos de ação capazes de influenciar poderosamente o debate eleitoral do ano que vem.
Precisamos lembrar que é bem grande a possibilidade de quem se eleger em 2010 chegar até 2018. Portanto, terá sob sua responsabilidade a agenda de 2020, que deverá estabelecer as bases de uma nova economia verde, inclusiva e responsável.
A sociedade civil brasileira, que já superou grandes obstáculos para consolidar a democracia, vai precisar de sua melhor visão inovadora e de seu mais concentrado esforço de engajamento para superar diferenças, derrubar muros e erguer pontes rumo à sustentabilidade.
Recebi do colega Mauricio Fernandes, do Rio Grande do Sul, que mantém o Grupo Gestão Pública Ambiental no Google, o excelente vídeo abaixo sobre economia de água. É uma campanha do escritório francês do WWF.
A Folha de São Paulo vem trazendo nas últimas edições a opinião de importantes empresários brasileiros sobre a reunião sobre as Mudanças Climáticas que será realizada em Copenhague em dezembro (COP-15).
Uma opinião comum entre os empresários é que a questão ambiental é estratégica para o Brasil. O país pode ganhar muito se tomar uma posição avançada na COP-15. Já vimos dizendo isso aqui há muito tempo.
Vejam nos links abaixo, da edição digital do jornal, as opiniões de Rubens Ometto, da Cosan; Luiz Claudio Castro, da Vale; José Penido, da Fibria; Wilson Ferreira Jr., da CPFL; Antonio Maciel Neto, da Suzano.
http://edicaodigital.folha.com.br/?cod=JMROJODRM
Muitas ações simples podem ser adotadas pelas empresas para combater o Aquecimento Global.
Agora que o Inmetro iniciou a avaliação e etiquetagem da eficiência energética dos automóveis no Brasil, as empresas poderiam usar essa referência na gestão de suas frotas de veículos (terceirizados ou não). As empresas poderiam priorizar o uso de veículos com nível A de eficiência. O que acham?
A tabela com o consumo de combustível dos veículos avaliados pode ser copiada em nossa BIBLIOTECA ONLINE DE SUSTENTABILIDADE:
ww.silvaporto.com.br/admin/downloads/CONSUMO_DE_COMBUSTIVEL_VEICULOS_INMETRO_ABRIL_2009.pdf
Vejam abaixo link para excelente reportagem da revista National Geographic Brasil sobre as possibilidades de aproveitamento de energia solar. Um dado apenas. A necessidade total de energia dos humanos na Terra é de 16 terawatts. A luz solar que incide no Planeta é de 120 mil terawatts.
http://viajeaqui.abril.uol.com.br/national-geographic/edicao-114/energia-solar-493877.shtml?page=0
Através de uma parceria entre a Itaipu e a Iveco, do Grupo FIAT, foi lançado no Brasil o primeiro caminhão elétrico. Vejam abaixo reportagem do Portal UOL.
Já comercialmente viáveis em alguns países, os carros elétricos ainda engatinham no Brasil. Por aqui, ganham espaço em alguns setores, como em empresas de energia. E é justamente com uma parceira do ramo - a Itaipu Binacional - que a Iveco criou um protótipo do Daily elétrico. Por enquanto só há um exemplar, baseado sobre a versão cabine dupla 55 C, que foi rebatizada como 55 C/E.
O Daily 55 C/E tem um porte incomum para um veículo elétrico. São 6,9 metros de comprimento e nada mais que 5,5 toneladas de peso bruto, cerca de 450 kg a mais do que a versão convencional. Para movimentar essa massa, a Iveco instalou sob o capô um motor elétrico capaz de gerar 54 cv de potência e 13,1 kgfm de torque, mas que pode atingir um pico de 108 cv e 30,5 kgfm. De qualquer forma, o desempenho é tímido, com cerca de 70 km/h de velocidade máxima, que pode chegar a 85 km/h no modo mais potente.
Esse motor foi criado pela empresa suíça MES-DEA. Sua alimentação fica por conta de um conjunto de três baterias elétricas instaladas entre as longarinas do chassi, logo após o eixo traseiro. A energia contida nas baterias é repassada ao motor pelo regulador ligado a potenciômetros, dispositivos que determinam a potência a ser repassada de acordo com a necessidade.
A adaptação do Daily convencional à eletricidade é realizada dentro de um galpão da própria Usina de Itaipu, em Foz de Iguaçu, Paraná, com o auxílio da Isvor, empresa do grupo Fiat que trabalha com carros elétricos.
A tração permanece no eixo traseiro, mas o câmbio manual dá lugar a uma caixa de transferência com apenas duas marchas, uma à frente e a outra a ré. As baterias são do tipo sódio, níquel e cádmio e pesam 165 kg. A recarga completa leva cerca de 8 horas e as baterias podem ser recarregadas até mil vezes antes de serem trocadas. A autonomia é de aproximadamente 100 km no modo econômico, boa para um veículo que possui uma capacidade de carga de 2,5 toneladas.
O teste do primeiro protótipo do Iveco Daily elétrico se deu em um lugar mais que apropriado: a Usina Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR). Embora o modelo apresentado não guardasse diferenças visuais significativas em relação ao Daily normal, ao ligar o caminhão leve, elas ficam evidentes. Ao contrário de um turbodiesel, o motor elétrico não dá sinal de que está ligado.
Mesmo ao se pisar no acelerador, o Daily 55 C/E se move com suavidade, sem provocar outros ruídos além do contato dos pneus com o solo. O motor emite um zumbido leve apenas após desligar o modo Economy por meio de um botão no painel. Com isso, a potência máxima dobra de limitados 54 cv para razoáveis 108 cv.
Se não é o suficiente para transformar o pequeno caminhão em um bólido, ao menos imprime alguma agilidade. Nesse modo, o veículo atingiu 85 km/h, um desempenho sempre acompanhado por um zumbido elétrico. Esse modo provoca um aumento de 15% no consumo de energia.
Algo que chama a atenção é o torque máximo, disponível de imediato em qualquer rotação, uma das melhores características dos motores elétricos. Com 30,5 kgfm de força no modo mais forte, o Daily de 5,5 toneladas não se ressente da falta de força em rampas de até 18º de inclinação.
As reações ao volante são suaves, com uma boa calibração da direção eletrohidráulica, ausência de trancos e respostas adequadas do sistema de freios, cuja energia gerada em frenagens é armazenada nas baterias. De resto, não há diferenças gritantes no comportamento geral do Daily 55 C/E e da sua versão com motor a explosão. O que é um ponto positivo. Sinal que os veículos elétricos chegaram mesmo para ficar.
A Abrelpe - Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais - edita desde 2003 o relatório técnico Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil. Trata-se de um amplo levantamento de dados sobre a área de resíduos no país.
A edição 2008 do Panorama pode ser copiada em nossa BIBLIOTECA ONLINE DE SUSTENTABILIDADE no link:
http://www.silvaporto.com.br/admin/downloads/PANORAMA_RESIDUOS_SOLIDOS_BRASIL_2008.pdf
Com a entrada de Marina Silva na campanha presidencial de 2010, a Ministra Dilma Rousseff agora anda se dizendo amiga do ambiente. Vejam link abaixo.
A política faz cada coisa hein?
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u618884.shtml
A ESALQ/USP realizou um estudo técnico sobre o uso de esgoto sanitário para irrigar plantação de cana-de-açúcar. Os resultados foram muito bons.
O trabalho completo (em inglês, com resumo em português) pode ser copiado em nossa BIBLIOTECA ONLINE DE SUSTENTABILIDADE:
http://www.silvaporto.com.br/admin/downloads/IRRIGACAO_CANA_DE_ACUCAR_COM_ESGOTO.pdf
Recentemente decidi trocar de operadora de celular e fui cancelar o contrato existente com minha empresa. Muitos já passaram por isso e sentiram a total falta de consideração com o cliente por parte de operadoras de telefonia fixa e móvel. Isso sem falar na má-fé pura e simples.
Simplesmente eu não conseguia encerrar o contrato. Além disso, a atendente da operadora disse que haveria uma multa pelo cancelamento. Eu argumentei que o contrato já tinha mais de 12 meses e que aí a multa não se aplicava. A funcionária disse que teria multa sim.
Resumindo, eu reclamei na Anatel (telefone 133) e no dia seguinte me liga uma supervidora da operadora dizendo que o contrato seria encerrado e que realmente a cobrança da multa era indevida.
Há um tempo atrás eu estive em um evento em que essa mesma operadora de celular recebeu um prêmio de meio ambiente, por ações de sustentabilidade. Ora, como pode uma empresa que tem uma conduta desse nível, que age com má-fé, pode falar em sustentabilidade? Sustentabilidade é conduta e não projetos ou certificações.