
Deu no jornal The Guardian. Um britânico chamado Alvin Smith inventou um equipamento que pode revolucionar a geração de energia limpa.
Ele teve a ideia enquanto nadava na piscina. Pensou na quantidade de energia disponível no deslocamento da água. Ele diz: “pensei que a energia das ondas do mar é capaz de mover um navio de 500 toneladas. Então imaginei que devia haver uma maneira de aproveitar essa energia”.
Aí ele inventou um equipamento que chamou de Searaser. A grande sacada de Alvin é que o equipamento permite bombear a água com a energia das ondas e não transformar essa energia diretamente em energia elétrica, como os sistemas existentes. O Searaser, que parece uma bóia de sinalização, possui um sistema de flutuadores cujo movimento aciona um pistão que comprime a água. A energia acumulada permite bombear a água a reservatórios elevados. Aí é só usar a tecnologia existente de aproveitamento hidrelétrico. Também é possível eliminar o reservatório e bombear a água diretamente para uma turbina. Alvin diz: “a beleza do Searaser é que nós apenas criamos uma bomba e levamos a água para a costa. Todas as outras tecnologias para gerar a energia já existem”.
Se um reservatório de água for construído, há possibilidade de armazenar e controlar o uso dessa energia limpa, o que é muito caro e difícil em outras fontas, como a solar e a eólica. Além disso, um reservatório pode ser usado para paisagismo e lazer, por exemplo.
Uma grande vantagem do Searaser é sua simplicidade. Não há nenhum sistema eletrônico e nem sequer é necessário lubrificar o equipamento, pois essa função é feita pela água do mar.
Um pequeno protótipo do equipamento foi testado em abril último e conseguiu bombear 112.000 litros de água por dia, com ondas de apenas 15 centímetros de altura. Cada Searaser projetado pretende gerar 1 MW a preços inferiores a outras formas de energia limpa.
Até o fim do ano novos testes serão feitos, agora acompanhados por pesquisadores independentes.
E o Brasil? Com um litoral de mais de 7.000 km não incentivamos a geração de energia das ondas.
Vejam abaixo o link do projeto e as fotos do equipamento:
http://dartmouthwaveenergy.com/
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è interessante. Porém, sem um estudo detalhado do impacto ambiental sob o ecosistema marinho: oceânico e zona costeira, é difícil saber se o invento é ambientalmente sustentável.
Comentário por Zeneide Cysneiros — 15/06/2009 @ 09:42
Sim Zeneide, sem dúvida. Mas o impacto dessa ideia é muito menor do que as outras alternativas em estudo, que interrompem o fluxo das ondas.
Comentário por admin — 15/06/2009 @ 11:44
Essa ideia bem como outras ja em implantacao sao apenas razoaveis. Quanto a questao hambiental creio que quaisquer dessas formas de aproveitamento da energia das ondas peca nesse quesito mas dos males o menor. O aproveitamento da energia das ondas de forma direta onde cada boia seria um pistao incontestavelmente tornaria o sistema mais eficiente!
Comentário por Delio Pimenta — 20/10/2009 @ 00:56