
Está crescendo o número de edifícios com um desempenho ambiental mais elevado, alguns inclusive com certificações como a LEED, do Green Building Council. E isso é ótimo para o ambiente.
Entretanto, muitas das iniciativas tomadas pelos construtores para elever o desempenho ambiental do empreendimento se mostram depois difíceis de operacionalizar. O dia a dia de um condomínio não é tão simples como os projetistas imaginam.
A Band News FM abordou essa questão em uma série de reportagens sobre o mercado imobiliário, com opinião de síndico. Vejam o áudio da reportagem no link abaixo
Apesar da resistência de muitos, não há como separar economia e meio ambiente, afinal a sustentabilidade, por definição, deve ser econômica, social e ambiental.
Um bom exemplo são os prédios verdes (green building). Reportagem da Agência Estado ouviu Luiz Fernando do Valle, presidente da Ecoesfera, construtora especializada em obras sustentáveis. Segundo ele, um prédio verde pode custar de 8% a 15% mais do que um projeto convencional, porém o valor do condomínio pode ficar até 30% menor, com a economia de água e de energia.
Luiz Fernando diz que em cerca de dois anos um prédio verde “paga” esse valor a mais e a partir daí começa a dar economia aos usuários.
Vale a pena conhecer as lojas de alto desempenho ambiental do Wal-Mart no Brasil:
Vejam o vídeo do programa Cidades e Soluções, da Globonews, sobre telhados ecológicos.
Foi lançado no início deste mês o selo de eficiência energética para prédios. Vejam matéria da Agência Brasil.
LANÇADA ETIQUETA QUE CLASSIFICA EDIFÍCIOS CONFORME O CONSUMO DE ENERGIA
A Eletrobrás e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO) lançaram quinta-feira (2/7) a Etiqueta de Eficiência Energética de Edificações Comerciais, de Serviços e Públicos, que vai classificar os prédios conforme seu consumo de energia. A iniciativa faz parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE).
As construções participantes do programa serão analisadas em três aspectos: envoltório (fachada e entorno), sistema de iluminação e condicionamento de Ar. a partir dessa avaliação, os edifícios receberão etiquetas que vão de A (melhor nível de eficiência,) até E (pior qualificação). Na fase inicial do projeto, a participação é voluntária, mas, gradualmente, ela passará a ser obrigatória. Há ainda previsão de incluir os prédios residências na classificação.
A intenção é facilitar o entendimento da eficiência energética das construções “para que o consumidor possa escolher o melhor prédio de acordo com seus interesses de ter uma conta de energia menor e de poder contribuir para resolver o problema da sustentabilidade do mundo”, ressaltou o presidente do Inmetro, João Jornada.
Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo, Sergio Watanabe, embora possa levar a aumento no preço dos imóveis, a etiqueta terá um apelo para o consumidor. Ele explicou que, “apesar de o valor subir no primeiro momento, os edifícios economicamente sustentáveis devolverão esse aumento de preço durante a manutenção da edificação em seu período de vida útil”.
A incorporação de edifícios antigos também está entre os objetivos do programa. Segundo João Jornada, “uma boa reforma” pode proporcionar economia de até 30% na conta de luz de um condomínio.
O presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz, destacou que a adequação das construções brasileiras à necessidade de sustentabilidade ambiental “gera um impacto enorme no papel do Brasil como player na questão da emissão de gases causadores do efeito estufa”.
Vejam que interessante a ideia dos japoneses de criar uma casa inteligente para eficiência energética. A reportagem é do Jornal Hoje, da Rede Globo.