Marketing Ambiental: Os Novos Consumidores e a Sustentabilidade

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Leiam abaixo entrevista do Professor da ESPM, Fábio Mariano, sobre a preocupação com sustentabilidade dos novos consumidores da Classe C. A matéria é da Folha online.

Na minha opinião, a avaliação geral do especialista está correta, embora ele tenha usado uma linguagem um tanto carregada para expressar suas ideias.

Entretanto, um ponto importante que precisa ser considerado é que uma eficaz Política de Sustentabilidade de uma empresa não deve ter como objetivo apenas vender o produto A ou B dessa empresa, mas sim fortalecer a imagem institucional, demonstrando a responsabilidade socioambiental da organização.  Essa imagem fortalecida contribui para que o nome da empresa (e da marca, por conseguinte) fique na mente dos consumidores, inclusive das classes inferiores da pirâmide de renda.

Portanto, o fato de um consumidor da Classe C não considerar a sustentabilidade de determinado produto na hora da compra não significa que ele não escolherá o produto de uma empresa que criou uma imagem forte no mercado com base na sustentabilidade.  O grande poder da responsabilidade socioambiental é contribuir para o fortalecimento de uma empresa e de uma marca fortes e não vender determinado produto.

Segue a entrevista

FOLHA - A classe C pensa em consumo responsável ou só quer preço?
FÁBIO MARIANO - Ninguém se importa só com o preço. A classe C, por exemplo, vai ver quanto os eletrodomésticos consomem de energia. Mas porque ela está preocupada com a carteira, não com o mundo.

FOLHA - Então a nova classe média não quer saber, digamos, se a carne que compra vem da Amazônia?
MARIANO - Estas pessoas, que até 2000 chamávamos de excluídos, agora estão ganhando uma grana legal para fazer a festa no shopping. E há também o grande boom, que é a expansão do crédito. Mas só isso não adianta. A educação que recebem não está melhor. E precisa ter um certo aparelhamento pessoal para entender o conceito de sustentabilidade.

FOLHA - Mas os mais instruídos pagam mais por produtos verdes?
MARIANO - A classe alta até paga um pouco mais por produtos que favoreçam a sustentabilidade, mas ainda é pouco. Mesmo porque não existem muitos produtos assim no mercado. Você consegue citar dez? E, quando existem, a distribuição é restrita, não é algo disponível para as pessoas da classe C. Vai querer que peguem o ônibus para ir comprar no bairro rico?

FOLHA - Você não considera justo que o custo da sustentabilidade sobre para o consumidor, então.
MARIANO - Não. Repassar o custo da sustentabilidade é absurdo. Essa imagem de que o consumidor que quer pagar mais é consciente, enquanto o que não quer é um assassino que pretende acabar com o mundo… Vocês deliraram, né?

FOLHA - Poucos consumidores parecem pressionar as empresas…
MARIANO - Só os mais esclarecidos. Porque o consumidor tem um monte de problemas. Tem câncer, Aids, é chifrado, tem de pagar a escola do filho. Vai ter que se preocupar também com salvar o mundo quando a esposa está precisando de um medicamento? Querer que o consumidor, além de tudo, pague R$ 5 numa ecobag no supermercado? Empresa que cobra ecobag não tem vergonha.

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As Empresas Precisam Ouvir a Sociedade

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Muitas empresas ainda pensam viver em um mundo segmentado, em que uma instutuição era vista como algo isolado da sociedade. Tais empresas não se comunicam com a sociedade, nem sequer informando suas ações sociais e ambientais.

Outras empresas acham que no mundo integrado de hoje basta enviar à sociedade informações sobre suas realizações.  Os relatórios de sustentabilidade seriam a melhor forma de comunicação.

Em um mundo cada vez mais colaborativo, em que soluções são obtidas em rede, com o auxílio de pessoas dos locais mais distantes possíveis, a empresa precisa criar canais para ouvir a sociedade. Precisa também criar mecanismos e incentivos para que a sociedade auxilie na melhoria do desempenho social e ambiental da empresa.

Um execlente exemplo vem da americana Starbucks. A empresa criou o My Starbucks Idea, um sistema de captação de ideias muito criativo e eficaz. É possível, inclusive, acompanhar quais ideias foram efetivamente aproveitadas pela empresa. Veja no link:

http://mystarbucksidea.force.com/

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Grandes Empresas Ajudam a Destruir a Amazônia

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Do blog do Josias de Souza, do Portal UOL.

O Ministério Público Federal (MPF) do Pará moveu ação judicial contra os fazendeiros que desmatam a floresta Amazônica ilegalmente no Estado. Até aí nada de novo. Porém, o mais importante é o que o MPF em conjunto como Ibama rastrearam a cadeia de negócios que sustenta o desmatamento ilegal das florestas do Pará.  

E aí chegaram a 69 empresas que adquiriram subprodutos da atividade ilegal. Há na lista indústrias dos setores de limpeza, calçados, laticínios, têxtil e supermercados. Para todas esses empresas o MPF encaminhou uma recomendação contendo o nome de todas as fazendas e frigoríficos processados e com o seguinte texto: “todos os produtos e subprodutos, de origem bovina, adquiridos das empresas supracitadas caracterizam-se como oriundos de ilícitos ambientais. A manutenção das relações comerciais com essas empresas … caracterizará a responsabilidade solidária e objetiva … pelos ilícitos ambientais”.

Pelo menos três empresas da lista - Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart - já decidiram suspender a compra de produtos de fazendas ilegais. A lista completas das empresas pode ser copiada no endereço:

 

http://www.prpa.mpf.gov.br/noticias/compradores_gado_desmatamento.pdf

 

Ajudem a pressionar essas empresas para que deixem de contribuir com a destruição da Amazônia. Enviem e-mails cobrando um posicionamento.

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