A Responsabilidade do Brasil é Maior do Que se Pensa

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O Governo Brasileiro vive dizendo que o país não tem grande responsabilidade no Aquecimento Global por ser uma nação de desenvolvimento econômico recente. Isso é verdade apenas em parte.

Hoje o Brasil é o quinto maior emissor de Gases de Efeito Estufa do mundo. Segundo pesquisadores, se o desmatamento da Amazônia fosse eliminado as emissões globais de CO2 cairiam de 2 a 5 %.

O Brasil é muito responsável.

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Desmatamento na Amazônia Pode Estar Apenas “Adormecido”

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Por mais que tenham sido tomadas medidas importantes pelo governo para redução do desmatamento na Amazônia, principalmente pela Ex-Ministra Marina Silva, é inegável que parte da redução verificada nos últimos anos é fruto da crise econômica.

Vejam abaixo a opinião de um pesquisador americano, estudioso da região. Ele diz que o desmatamento está apenas “adormecido”. A reportagem é do Portal Globo.com

 

DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA É “DRAGÃO ADORMECIDO”, DIZ PESQUISADOR

O desmatamento da Amazônia, que este ano teve uma baixa histórica, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), deve crescer novamente quando os preços das commodities voltarem a subir, afirma Daniel Nepstad, pesquisador do Woods Hole Research Center, nos EUA. “É um dragão adormecido”, diz.

Nepstad vê como inevitável que a pressão sobre floresta ressurja quando a economia global retomar o crescimento. “Então, o desmatamento pode voltar a explodir”. Ele cita como exemplo projeções de que a demanda por ração animal – que provém, em parte, da soja – na China deve crescer mais de 100% nos próximos dez anos e que o Brasil deve ser um dos maiores fornecedores de matéria-prima para esse alimento.

O cientista americano é um dos autores da pesquisa publicada nesta sexta-feira (4/12) na revista “Science”, que conclui que o Brasil necessita entre US$ 6,5 bilhões e US$ 18 bilhões para eliminar definitivamente o desmatamento da região amazônica até 2020. Com isso, o estudo defende defende uma meta ainda além dos 80% de redução da devastação que o governo do Brasil vai apresentar na COP 15.

De acordo com a pesquisa, se o país pusesse fim ao desmatamento, as emissões globais de dióxido de carbono cairiam entre 2% e 5% em relação aos níveis atuais.

“Começamos a perceber que se a Amazônia era parte do problema das emissões de carbono, também poderia ser parte da solução”, explica Paulo Moutinho, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), outro autor do trabalho e que, junto com Nepstad, apresentou suas conclusões na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, nesta segunda-feira (7/12).

Eles defendem que o Brasil deve aproveitar o momento de redução do desmatamento para acabar de vez com o problema. O dinheiro para tomar as medidas necessárias sairia de mecanismos internacionais de financiamento, um dos pontos centrais das discussões durante a conferência climática.

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Aquecimento Global e Desmatamento na Amazônia

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Estudo do INPE concluiu que o desmatamento da Amazônia contribui menos do que se pensava para o Aquecimento Global.  O desmate corresponde a 2,5% das emissões globais e não 5% como se imaginava.

Vejam reportagem do Estadão:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090810/not_imp416136,0.php

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Frigorífico Sente a Pressão da Sociedade

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O caso envolvendo a compra de gado e subprodutos de áreas ilegais da Amazônia tem se tornado um grande exemplo do poder do consumidor ambientalmente exigente. A sociedade vem exercendo forte pressão sobre as empresas e, depois dos grandes varejistas Pão-de-Açúcar, Carrefour e Wal-Mart, agora o frigorífico Marfrig afirmou que vai suspender a compra de gado de fazendas envolvidas em crime ambiental.

Vejam abaixo reportagem do jornal Folha de São Paulo.

 

MARFRIG AFIRMA QUE VAI RECUSAR GADO DE ÁREAS DESMATADAS

O grupo Marfrig, um dos maiores exportadores de carne do país, anunciou ontem que não vai mais adquirir e abater bois oriundos de áreas de novos desmatamentos na Amazônia. O anúncio foi feito em Cuiabá, em reunião de diretores da empresa com o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR). Segundo nota do Marfrig, o objetivo é a busca de “uma solução de desenvolvimento sustentável para a pecuária”.

O Marfrig diz que já segue as determinações de não comprar gado de fazendas embargadas pelo Ibama na região ou que estejam na lista “suja” da exploração do trabalho escravo. “A empresa compromete-se a trabalhar em parceria com os governos estaduais e em especial com o do Estado de Mato Grosso no Programa MT Legal e com a sociedade brasileira no desenvolvimento de um Programa de Garantia de Origem dos Animais”, diz a nota.
No dia 11, Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart anunciaram suspensão da compra de carne de 11 frigoríficos apontados como compradores de gado de áreas de desmate na Amazônia. O Marfrig tem duas unidades de abate bovino em Mato Grosso, com capacidade total de quase 4.000 cabeças por dia.

“O Marfrig excluirá de sua lista de fornecedores a totalidade das fazendas pertencentes a proprietários que tiverem uma única fazenda embargada e até que sua situação se encontre regular”, afirma a nota.


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Exemplo Para as Empresas

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Vejam a notícia abaixo, que li no Blog Verde, do jornal O Globo. É um grande exemplo para as empresas. Está chegando o tempo em que as empresas de baixo desempenho ambiental terão sérios problemas de mercado. Além da pressão dos consumidores, que é crescente, organismos financiadores estão mais criteriosos para a concessão de empréstimos e não querem ver seu nome associado à degradação ambiental.

BIRD RESCINDE CONTRATO COM FRIGORÍFICO BERTIN

Após três anos de pressão, a ONG Amigos da Terra - Amazônia Brasileira conseguiu que a International Finance Corporation (IFC), braço para setor privado do Banco Mundial (Bird), voltasse atrás em sua decisão de financiar a expansão na Amazônia do frigorífico Bertin.

Fontes internas do IFC, em Washington, confirmaram ontem, à noite, que o Bird decidiu cancelar o contrato com o frigorífico, o maior exportador do Brasil e segunda empresa do setor no mundo.

O Bird vai solicitar ainda o imediato pagamento do valor ainda pendente, equivalente a US$ 30 milhões. O financiamento total foi de US$ 90 milhões.

O banco já convocou reunião para avaliar os próximos passos, o que deve ocorrer no final do mês.

Desde 2006 que a ONG Amigos da Terra vem mantendo o IFC informado sobre os graves impactos socioambientais que o projeto de expansão do frigorífico Bertin ocasionaria na região. 

Todas as denúncias feitas pela ONG se confirmaram, inclusive aquela em que apontava que o frigorífico, através da sua unidade de Tucumã, continuava comprando gado da região do São Félix do Xingu, algo que contrariava um compromisso assumido com a IFC em janeiro de 2008.

O frigorífico Bertin não estava na mira apenas da ONG Amigos da Terra. A Greenpeace divulgou há duas semanas relatório, no qual o nome da empresa é citado várias vezes, que apontava o envolvimento de elos importantes da cadeia produtiva da carne na destruição das florestas.

Como conseguência do relatório da Greenpeace, o Ministério Público Federal (MPF) do Pará acabou denunciando, em ação cível pública, que grandes redes de supermercados estavam contribuindo para a destruição das florestas no estado. No final da última semana, Pão de Açúcar, Wal-Mart e Carrefour cancelaram contratos com frigoríficos da região.

” Parabenizamos o IFC pela decisão e esperamos que isso sirva de lição no futuro. Agora o importante é que o BNDES faça o mesmo: como pode um banco público seguir sócio de uma empresa com tamanhos passivos? Na segunda-feira solicitaremos a inclusão dos financiadores no pólo passivo das ações que estão correndo na Justiça Federal ” antecipou o  diretor de Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, Roberto Smeraldi.

Em 2008, o BNDES não só financiou a Bertin com mais de R$ 2,5 bilhões como comprou participação acionária na empresa.

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Mais Empresas Recuam da Compra de Produtos Ilegais

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A pressão do Ministério Público Federal sobre as empresas que se beneficiam da degradação da Floresta Amazônica está funcionando. Mais empresas suspenderam a compra de produtos oriundos de fazendas que cometaram crime ambiental no Pará. Vejam abaixo reportagem do jornal Folha de São Paulo:

 

INDÚSTRIA SUSPENDE COMPRAS DE ÁREAS DE DESMATAMENTO

Depois das redes varejistas, grandes indústrias, atacadistas e empresas de serviços suspenderam compras de matérias- -primas de pecuaristas acusados de criar gado em área de devastação ambiental na Amazônia. Ontem, Coteminas e Vulcabras afirmaram que receberam a notificação do MPF (Ministério Público Federal) do Pará e que pararam de comprar dos denunciados.

A empresa de refeições coletivas Gran Sapore também foi notificada e diz que cumprirá a determinação do MPF. O Makro diz ter se reunido com seu fornecedores de carnes, após denúncia da ONG Greenpeace, e exigido garantias de que não compram gado de regiões desmatadas. Caso não sejam fornecidas, o atacadista diz que adotará medidas severas, como a suspensão da compra de carne da região.

“Comprávamos botas de segurança para nossas indústrias da Bracol. Fomos notificados pelo Ministério Público e já a retiramos de nossa lista de fornecedores”, afirma Josué Christiano Gomes da Silva, presidente da Coteminas. Segundo ele, a Coteminas tem cláusulas ambientais rígidas para os fornecedores de algodão, que estão ligados diretamente à atividade-fim da empresa. “Acompanhamos os produtores de maneira próxima, mas rastrear todos os fornecedores é bastante difícil.” A Vulcabras, dona das marcas Reebok, Olympikus e Azaleia, também informou, por e-mail, que foi notificada e está cumprindo a determinação do MPF.

Nesta semana, as maiores redes supermercadistas do país -Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart- suspenderam as compras de carnes das fazendas denunciadas pelo MPF.

No início do mês, o órgão ajuizou 21 ações civis públicas pedindo indenização de R$ 2,1 bilhões de pecuaristas e frigoríficos que comercializaram animais criados em fazendas desmatadas ilegalmente. Notificou, também, 69 compradores dos frigoríficos sobre a possibilidade de corresponsabilização por crime ambiental.

Entre os denunciados estão Bertin e Minerva, dois dos maiores frigoríficos do país. O Bertin diz atender aos critérios legais para compra de gado. O Minerva informou, em comunicado, que suspendeu a compra de bois e de carne provenientes de fazendas e empresas da região, “como precaução”. 

Ontem, o Bertin informou que sua parceria com a IFC (Corporação Financeira Internacional), do Banco Mundial, foi interrompida. A IFC fez um empréstimo de US$ 90 milhões ao Bertin, mas nem todas as parcelas foram repassadas. Segundo o Bertin, a descontinuidade foi provocada pelo cenário econômico. A IFC informou que a suspensão foi acordada em maio, antes das denúncias.

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Grandes Empresas Ajudam a Destruir a Amazônia

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Do blog do Josias de Souza, do Portal UOL.

O Ministério Público Federal (MPF) do Pará moveu ação judicial contra os fazendeiros que desmatam a floresta Amazônica ilegalmente no Estado. Até aí nada de novo. Porém, o mais importante é o que o MPF em conjunto como Ibama rastrearam a cadeia de negócios que sustenta o desmatamento ilegal das florestas do Pará.  

E aí chegaram a 69 empresas que adquiriram subprodutos da atividade ilegal. Há na lista indústrias dos setores de limpeza, calçados, laticínios, têxtil e supermercados. Para todas esses empresas o MPF encaminhou uma recomendação contendo o nome de todas as fazendas e frigoríficos processados e com o seguinte texto: “todos os produtos e subprodutos, de origem bovina, adquiridos das empresas supracitadas caracterizam-se como oriundos de ilícitos ambientais. A manutenção das relações comerciais com essas empresas … caracterizará a responsabilidade solidária e objetiva … pelos ilícitos ambientais”.

Pelo menos três empresas da lista - Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart - já decidiram suspender a compra de produtos de fazendas ilegais. A lista completas das empresas pode ser copiada no endereço:

 

http://www.prpa.mpf.gov.br/noticias/compradores_gado_desmatamento.pdf

 

Ajudem a pressionar essas empresas para que deixem de contribuir com a destruição da Amazônia. Enviem e-mails cobrando um posicionamento.

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