Frase Bem-Humorada Sobre Compensação de Emissões de GEE

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O americano Joel Makower, grande especialista em marketing ambiental, tem uma frase muito bem-humorada sobre a moda da compensação das emissões de gases de efeito estufa (GEE) através do plantio de árvores (carbono zero, carbon free, etc.):

Plantar árvores para compensar as emissões de GEE e não tomar ações concretas para reduzí-las na fonte é como pedir um refrigerante light para acompanhar um duplo chesse bacon “.

É isso. Já criticamos muito aqui essa moda absurda da compensação de emissões. É sempre melhor levar para o lado do bom humor não acham? A crítica real fica mais suave.

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O Brasil na Contramão

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O Brasil está na contramão. Enquanto nos países desenvolvidos há investimento maciço em energia solar e eólica, aqui  desperdiçamos um imenso potencial de uso de energia limpa. Vejam o gráfico abaixo com dados da ANEEL de dezembro de 2009.

O nosso potencial de aproveitamento da energia eólica é imenso, principalmente no litoral. E não adianta dizer que é uma fonte de energia mais cara, pois sabemos que dinheiro existe. Na crise econômica de 2008 o Governo não investiu quantias enormes em renúncias fiscais e auxílio ao mercado financeiro? Não é falta de dinheiro é falta de prioridade!!

Muitos irão dizer que o Brasil ainda tem uma posição inigualável, pois usa 86% de energia renovável. É verdade, mas energia renovável não é necessariamente energia limpa. Energia limpa é aquela oriunda de fontes renováveis, com impacto mínimo ao meio ambiente.

Uma grande usina hidrelétrica possui enormes impactos sociais e ambientais. Uma questão nova e que precisa ser melhor discutida é a geração de gás metano nos reservatórios de hidrelétricas em áreas de floresta. A decomposição da matéria orgânica alagada nessas imensas obras gera gás metano, que é um gás de efeito estufa (GEE) 21 vezes mais intenso que o gás carbônico.  Cientistas imaginam que algumas hidrelétricas emitem mais GEE do que uma termelétrica de capacidade equivalente. Vejam trabalho técnico sobre o assunto no link abaixo:

http://www.silvaporto.com.br/admin/downloads/GERACAO_METANO_HIDRELETRICAS.pdf

 

 

 matriz-energetica-brasileira21

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Test-drive em Carros Elétricos no Brasil

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A última edição do programa Cidades e Soluções, da Globonews, apresentou reportagem muito interessante sobre os dois carros elétricos já produzidos em série no mundo. Aqui no Brasil, o jornalista André Trigueiro fez um test-drive nos dois modelos (veja vídeo abaixo).

Três aspectos importantes, já tratados aqui no blog, são destaques na reportagem:

a) Não há no Brasil nenhuma política pública para incentivar o desenvolvimento e o uso de veículos elétricos, diferentemente de vários países desenvolvidos;

b) Mesmo que a energia que abasteça o carro elétrico venha de termelétricas movidas a combustíveis fósseis, a redução de emissão de Gases de Efeito Estufa será significativa, devido a maior eficiência energética do motor elétrico em relação ao motor à combustão interna;

c) O custo de operação e de manutenção do carro elétrico é muito menor do que o carro convencional. Falta o incentivo governamental para que o custo de aquisição do veículo seja menor.

 

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Boa Notícia: Brasil Estuda Criar Mercado de Controle de Emissões

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Uma boa notícia.  O Governo brasileiro está estudando a criação de um mercado de “títulos de redução de emissões” de Gases de Efeito Estufa (GEE). É o que os americanos chamam de “cap and trade”. 

O Brasil precisa adotar ações concretas para cumprir seus compromissos assumidos na Conferência de Copenhague.

Vejam abaixo reportagem da Agência Estado, divulgada pelo Portal UOL.

 

EMPRESA PODERÁ TER DE PAGAR POR POLUIÇÃO ACIMA DA META

Empresas que lançarem na atmosfera quantidade de carbono acima de um limite a ser fixado pelo governo terão de comprar “títulos” no mercado brasileiro de redução de emissões, prevê estudo do Ministério da Fazenda. Esse novo mercado funcionará com certificados de redução de emissões de gases do aquecimento global e os papéis também poderão ser comprados por investidores comuns.

O estudo dá início à regulamentação das metas do clima. No final do ano passado, o governo anunciou corte entre 36,1% e 38,9% das emissões de carbono previstas para 2020, mas as metas ainda não saíram do papel. O modelo em discussão no Ministério da Fazenda parte da ideia de que haverá “tetos” de emissão de carbono para os diferentes setores da economia. Estão sujeitos a esse tipo de limite os setores de geração de energia, transportes, a indústria em geral e o agronegócio.

Por ora, as metas brasileiras de redução das emissões de gases de efeito estufa são genéricas. O maior nível de detalhe fica restrito à redução do desmatamento, de 80% na Amazônia e 40% no Cerrado.

A partir do estabelecimento de tetos de emissão, as empresas que emitirem menos do que o limite ou atuarem na captura de carbono poderão vender “títulos de redução de emissões”. Os papéis atestariam uma determinada economia de emissão de gases de efeito estufa, medida em toneladas de CO2 equivalente. Já as empresas que ultrapassarem o teto de emissões terão de recorrer à compra de créditos no mercado.

O modelo prevê a criação de uma agência de controle das emissões, no molde das agências reguladoras. Ela ficaria responsável por estabelecer os tetos mais detalhados de emissão e fiscalizar seu cumprimento.

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O Maior Barco Solar do Mundo

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Já falamos aqui sobre um barco movido à energia solar em operação na Alemanha:

http://www.silvaporto.com.br/blog/?p=372

Agora, no final de março último foi apresentado na Alemanha o maior barco solar do mundo. O PlanetSolar é um catamarã de 30 metros de comprimento, cujo início de operação se dará em 2011 com uma viagem de volta ao mundo. Vejam fotos abaixo.

Enquanto isso, no Brasil, um país com regiões de altíssima incidência de luz solar, como o nordeste e o interior de São Paulo, nada é feito. Não há aqui qualquer incentivo para o uso da energia solar.

 

barco_solar3

barco_solar

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Os Riscos da Geoengenharia Contra o Aquecimento Global

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Como os governantes não tomam  a decisão de incentivar drasticamente o uso de energia limpa para reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), os cientistas buscam alternativas para controlar o problema.

Na chamada geoengenharia surgem diversas propostas, algumas mirabolantes (ou seriam malucas mesmo?).

Em março cientistas de todo o mundo reuniram-se nos EUA para tentar disciplinar essas tentativas, uma vez que os efeitos colaterais das medidas podem ser muito significativos. Vejam reportagem da Folha Online sobre o esse encontro no link:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u719448.shtml

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Gráficos Importantes para Compreender a COP-15

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Vejam os dois gráficos abaixo, cuja fonte é a ONG americana Union of Concerned Scientists. Eles mostram as emissões de CO2 por país no ano de 2006. A emissão brasileira não inclui o desmatamento e as queimadas.

 

grafico-emissoes-total

 

grafico-emissoes

 

No primeiro gráfico percebe-se o quanto as emissões do Brasil são influenciadas pelo desmatamento. Se forem incluídos desmatamento e queimadas, o Brasil passa do 17º para o 4º ou 5º lugar.

O segundo gráfico mostra o quanto a renda e a economia dependente de combustíveis fósseis eleva a emissão per capita. Países mais pobres emitem muito menos.

Mas a principal causa da dificuldade em se chegar a um consenso na COP-15 é a responsabilidade histórica pelo aumento da concentração de CO2 na atmosfera terrestre.

No início da Revolução Industrial a concentração de CO2 era de 250 ppm (partes por milhão). Hoje a concentração é de 390 ppm. Mas quem foi o responsável por esse aumento, que está causando o Aquecimento Global?

Obviamente, os maiores responsáveis são aqueles países que estão há mais tempo queimando combustíveis fósseis, ou seja, os países que se industrializaram primeiro. São os países europeus, depois os EUA, depois o Japão.

Nas negociações da COP-15 esses países exigem um compromisso formal dos países em desenvolvimento que emitem bastante, como China, Brasil, Índia, África do Sul, etc. Em contrapartida,os países em desenvolvimento dizem que a responsabilidade histórica é dos países desenvolvidos e por aí ficamos sem um acordo eficaz para o maior problema ambiental do Planeta.

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O Crescimento das Emissões de Gases de Efeito Estufa no Brasil

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Vejam abaixo trecho de reportagem do jornal Folha de São Paulo sobre estudo da USP que concluiu que as emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil cresceu 24,6% entre 1990 e 2005. Uma conclusão importante do estudo é que o maior crescimento não veio do desmatamento (cujas emissões aumentaram 8,1%), mas sim energia, agropecuária, indústria e lixo (cujas emissões aumentaram 41%).

 

EMISSÃO DE GÁS-ESTUFA NO PAÍS SOBE 24,6% EM 15 ANOS

As emissões de gases do efeito estufa no Brasil aumentaram 24,6% entre 1990 e 2005, indica uma estimativa feita por cientistas da USP. Desde 1994 -o último ano para o qual o país havia produzido um inventário oficial sobre o tema- o crescimento foi de 17%.

O trabalho, liderado por Carlos Cerri, , sai às vésperas de o MMA (Ministério do Meio Ambiente) divulgar suas próprias estimativas. Os dois estudos preenchem um vácuo de informação deixado pelo MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia), que produz os dados oficiais, e deve divulgar o próximo inventário só no ano que vem.

Questionado sobre se 17% é algo acima ou abaixo da expectativa, Cerri diz que não sabe avaliar: “A gente não tinha ideia de quanto seria; o Brasil mudou muito nos últimos anos”. Seu trabalho, porém, mostra que o perfil brasileiro de emissões está mudando . Gases-estufa do desmatamento cresceram 8,1% entre 1994 e 2005, taxa menor que a de outros tipos de fonte. Emissões vindas de energia, agropecuária, indústria e lixo tiveram juntas aumento médio de 41%.

Mesmo com essa diferença, porém, o desmate continua sendo o principal emissor, representando 51,9% do total.

Descontando a perda de floresta, é possível comparar o Brasil a outros países. O crescimento de 41% foi menor que o de muitos países ricos que deveriam estar cortando emissões em vez de aumentar, conforme prevê o Protocolo de Kyoto. Gigantes pobres como China e Índia também tiveram aumentos maiores (89% e 62%, respectivamente). As emissões não-desmate do Brasil, porém, subiram mais que a média mundial de 28,1% -puxadas por uma matriz energética mais suja e pelos transportes.

Os cálculos de Cerri e seus colegas saem em um artigo na edição desta semana da revista “Scientia Agricola”. O trabalho, que levou cerca de um ano, é basicamente a compilação de dados de outros levantamentos já publicados -incluindo o inventário oficial de 1994. Cada fonte de dados teve de receber tratamento estatístico adequado para ser unida às outras.

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As Emissões Empresariais de Gases de Efeito Estufa

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Vale a pena conhecer o Carbon Disclosure Project. Criado na Inglaterra, é o maior banco de dados de emissões empresariais de Gases de Efeito Estufa (GEE).

O objetivo do Projeto é divulgar as emissões de GEE de empresas de todo o mundo, para que a sociedade possa conhecer como o setor empresarial está lidando com  as mudanças climáticas.

Acesse:  www.cdproject.net

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