Método Para Definir Metas Globais de Redução de Emissões

Arquivado em: sustentabilidade | Tags:, , , , , — admin @ 18:07

Uma das grandes dificuldades para a definição de metas globais de redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) é a briga entre países ricos e pobres. Os países desenvolvidos concordam em adotar metas de redução, porém somente se também forem definidas metas  para os países em desenvolvimento. Os países pobres argumentam que não podem ter metas de redução, pois os países ricos são os grandes responsáveis históricos pela concentração atual de GEE na atmosfera.

Felizmente a capacidade humana já apresentou uma solução para esse impasse. A Universidade de Princeton está propondo um método para distribuir a responsabilidade pelo corte de emissões de modo equitativo entre os países ricos e pobres. Eles consideraram a população, as emissões  e a renda para distribuir os cortes necessários entre os países. Agora só não serão definidas metas ambiciosas de redução de emissões se os políticos não quiserem.

O trabalho técnico que apresenta o método pode ser copiado em nossa BIBLIOTECA ONLINE DE SUSTENTABILIDADE:

www.silvaporto.com.br/admin/downloads/METODO_PARA_DEFINIR_METAS_DE_REDUCAO_DE_EMISSOES.pdf

Divulguem para seus colegas. Vamos tentar difundir essa ótima idéia.

Vejam abaixo reportagem do jornal Folha de São Paulo sobre o assunto.

 

CIENTISTAS PROPÕEM NOVO ACORDO DE EMISSÕES PARA ISENTAR POBRES

Se os países ricos e os pobres falharem em chegar a um acordo sobre como reduzir emissões de gases-estufa no fim deste ano, em Copenhague, não terá sido por falta de criatividade. Um grupo de pesquisadores acaba de propor um método para dividir de maneira equitativa a responsabilidade pelo corte. Basta limitar as emissões dos ricos, onde quer que vivam.

A proposta é apresentada hoje pelo grupo de Stephen Pacala e Robert Socolow, da Universidade de Princeton, na revista “PNAS”. É um estudo que propõe uma nova distribuição de metas de corte de emissões num novo regime de proteção ao clima.

De acordo com o trabalho, os países desenvolvidos (principais responsáveis pelo problema) cumpririam reduções rigorosas e, ao mesmo tempo, os países em desenvolvimento (que nas próximas décadas serão os principais emissores) poderiam se engajar nos cortes sem prejudicar sua economia.

O estudo aplica o princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas: avaliar dentro de cada país quanto cada cidadão emite - e quais cidadãos emitem acima do devido.

“Quando falamos de responsabilidades, geralmente estamos falando dos países. Mas, se você leva a ideia de justiça e responsabilidade até o fim, você deve falar de emissões dos indivíduos”, disse à Folha Shoibal Chakravarty, estudante de pós-doutorado de Socolow e autor principal do estudo.

Chakravarty e seu grupo se basearam na noção de que o nível de emissões de uma pessoa está diretamente relacionado ao seu nível de renda. Usando dados de instituições como o Banco Mundial, é possível estimar as emissões de CO2 de cada país e ver também quem está emitindo quanto.

Conhecendo os grandes emissores individuais, é possível calcular uma meta mundial de redução e repartir esse prejuízo entre essas pessoas, vivam elas nos EUA, na Índia, na China ou no Brasil. Os países ricos, como naturalmente têm um número maior de grandes emissores, terão de se esforçar mais para cortar seu CO2.

Os pesquisadores dão um exemplo. Em 2030, as emissões projetadas do planeta, caso nada seja feito, serão de 43 bilhões de toneladas de CO2 por ano. Se o mundo decidir aplicar um corte de 30%, o teto de emissões de cada ser humano será de 10,8 toneladas de carbono por ano. Em 2030 cerca de 1,13 bilhão de pessoas entre os mais de 8 bilhões de seres humanos (população futura) estariam acima do teto. A meta de corte de CO2 de cada país seria, portanto, calculada de acordo com a fração desse 1,13 bilhão de grandes emissores que ele tem e do quanto cada um deles extrapola o teto.

No Brasil, por exemplo, haverá 13 milhões de pessoas acima da meta em 2030, e o país teria de cortar 4% das emissões. Os EUA teriam 285 milhões de pessoas acima do limite e teriam de cortar 60%.

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Como uma Empresa Obtém Um Alto Desempenho Ambiental

Arquivado em: sustentabilidade | Tags:, , , , — admin @ 18:22

Com o desenvolvimento das ferramentas de gestão ambiental e o aumento de profissionais de meio ambiente em seus quadros, as empresas têm elevado seu desempenho ambiental de forma significativa, porém ainda longe do nível que o Planeta precisa.

Conseguir um alto desempenho ambiental, que permita à empresa não interferir negativamente nos sistemas naturais, exige um processo penoso, contínuo e lento. Muitos profissionais me perguntam o que é preciso para que uma empresa atinja esse nível de excelência.

Pela nossa experiência, podemos relacionar quatro elementos fundamentais:

1 - VONTADE

Obviamente, sem vontade de elevar o resultado ambiental da empresa nada será conseguido. É fundamental que a alta administração da empresa demonstre essa vontade, porém é aqui que nos enganamos constantemente. Não só a alta administração, mas todas as pessoas da empresa precisam ter vontade em fazer a coisa certa.

Cabe à Direção da empresa criar mecanismos para motivar a todos e manter essa vontade latente.

2 - MÉTODO

De nada adianta ter vontade, se a empresa não dispõe de um método para implantar uma gestão ambiental avançada. Por mais que a empresa tenha profissionais capacitados, a gestão ambiental pelo bom senso não é suficiente para o desafio a enfrentar.

Com a experiência destes anos todos de trabalho desenvolvemos uma metodologia chamada Gestão Ambiental de Alto Desempenho (GAAD), para aquelas empresas que desejam trazer a sustentabilidade para dentro de seus Sistemas de Gestão Ambiental.

Recentemente, criamos o Método Repensar, como uma maneira de aplicar o conceito de sustentabilidade na prática das empresas. Quem desejar conhecer esse Método acesse:

www.silvaporto.com.br/sustentabilidade.php

3 - CAPACITAÇÃO

De nada adianta ter vontade e método, se não há pessoas capacitadas. E aqui está o grande erro das empresas. Os administradores ainda não perceberam que são as pessoas de todos os setores, e não somente do setor de meio ambiente, que fazem o desempenho ambiental da empresa.

Josep Guardiola, técnico do time do Barcelona, foi perguntado após a conquista da Liga dos Campeões da Europa em maio último se o título era uma vitória de seu método. Ele disse: “Eu não tenho método, tenho os melhores jogadores”. A empresa também precisa ter os melhores jogadores.

Contudo, essa capacitação das pessoas deve focar os conceitos e a prática da sustentabilidade, e não ferramentas de gestão e sistemas de controle.

A Silva Porto Consultoria desenvolveu cursos de capacitação para uma gestão ambiental avançada. Se desejarem mais informações, acessem www.silvaporto.com.br/treinamento.php

4 - AÇÃO

Finalmente, a empresa não chegará a lugar algum se não tiver uma ação concreta para usar a vontade de seu pessoal, para colocar em prática seu método e para aproveitar o potencial humano que a compõe.

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