Material Técnico Importante Sobre Aquecimento Global

Arquivado em: sustentabilidade | Tags:, , , , , — admin @ 17:39

 

Estamos divulgando material muito importante sobre Aquecimento Global e mudanças climáticas. Leiam. Divulguem.

 

EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA EM HIDRELÉTRICAS

Um grande equívoco conceitual que se faz é chamar de energia limpa a energia gerada em hidrelétricas. É uma energia renovável, mas está longe de ser uma energia limpa.

O grande impacto social e ambiental de uma usina hidrelétrica é conhecido. Se imaginava que uma hidrelétrica contribuía muito pouco para o Aquecimento Global, uma vez que não havia queima de combustível fóssil. Porém, esse novo tipo de impacto está sendo discutido tecnicamente.

Hidrelétricas construídas em regiões de floresta emitem gás metano em grande quantidade, devido à decomposição da vegetação alagada. Isso faz com que as hidrelétricas também contribuam significativamente para o Aquecimento Global. É um grande argumento contra as hidrelétricas que o Brasil está construindo na Amazônia.

O pesquisador Philip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), elaborou um trabalho técnico sobre essa emissão de metano nas hidrelétricas em áreas de floresta. O trabalho pode ser copiado em:

www.silvaporto.com.br/admin/downloads/GERACAO_METANO_HIDRELETRICAS.pdf

 

RELATÓRIO ESTADO DO CLIMA 2009

O primeiro quadrimestre de 2010 foi o mais quente já registrado, de acordo com dados de satélite da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos.

Neste mês de agosto a NOAA divulgou seu relatório anual Estado do Clima. É um grande estudo técnico, com muitos dados de campo, sobre o Aquecimento Global e mudanças climáticas. É um material definitivo sobre o impacto das atividades humanas sobre o clima do Planeta.

O relatório completo (em inglês) pode ser copiado em:

www.silvaporto.com.br/admin/downloads/ESTADO_DO_CLIMA_2009_NOAA.pdf

Comentários (0)

Cientistas Apontam Consequências do Aquecimento Global no Brasil

Arquivado em: sustentabilidade | Tags:, , , , — admin @ 11:48

Vejam abaixo reportagem do Jornal Folha de São Paulo sobre consequências do Aquecimento Global que são vistas no Brasil.

 

AQUECIMENTO PODE ESTAR POR TRÁS DE SECAS NO BRASIL

Está acontecendo agora, provavelmente vai acontecer de novo. Para cientistas, os extremos climáticos, como a secura que turbina queimadas no Centro-Oeste e na Amazônia, podem estar ligados ao aquecimento global.

O mesmo vale para as enchentes que deixaram 20 milhões de desabrigados no Paquistão nas últimas semanas, ou para a seca na Rússia, a pior da história, que devastou as plantações de trigo e fez aumentar o preço do pão até no Brasil.

Claro, nenhuma dessas catástrofes pode ser atribuída de forma específica às mudanças climáticas globais. É difícil separar os efeitos do aquecimento causado pelo homem da variabilidade natural do clima quando se trata de casos isolados. “Mas o que se pode dizer é que a frequência com que eventos climáticos extremos ocorrem tende a aumentar”, afirma o físico Paulo Artaxo, da USP. Desse ponto de vista, a secura no interior do país, e em especial na região amazônica, é o esperado.

“Os modelos climáticos [projeções do clima futuro feitas em computador] projetam secas maiores no centro e no leste da Amazônia e no Nordeste”, afirma o climatologista José Antonio Marengo, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). “No Centro-Oeste haveria mais ondas de calor”, disse Marengo, que ontem participava de um evento sobre mudança climática e desertificação em Fortaleza.

Artaxo, da USP, lembra que o primeiro fator responsável por estimular eventos climáticos fora do comum num planeta mais aquecido é a energia sobrando. “Você injeta energia extra no sistema ao aquecer a atmosfera. E essa energia precisa ir para algum lugar”, afirma.

Outro ponto crucial, segundo Marengo, é o fato de que continentes e oceanos esquentam a taxas diferentes -é mais difícil esquentar uma massa de água do que a mesma massa de terra. Como o ciclo da chuva e o dos ventos dependem muito dos mares, a diferença mais acentuada de temperatura entre oceano e continente pode levar a mais vendavais e mais tempestades. “É como se houvesse uma aceleração no ciclo hidrológico, como se ele virasse um carro andando em quinta.”

A estiagem deste ano ainda não virou uma catástrofe no Brasil. “Está só um pouco mais seco do que a média”, diz o climatologista Carlos Nobre, também do Inpe. Já a onda de calor russa tem tudo para virar um estudo de caso, como o evento semelhante que matou 30 mil pessoas na Europa em 2003.

Segundo Nobre, ambas as ondas de calor foram causadas por bloqueios atmosféricos. “É como se fosse uma bola sobre a região, que não deixa o ar frio entrar.” Nobre diz que não há nenhuma boa teoria ligando os bloqueios atmosféricos ao aquecimento global. Mas cita estudos depois da onda de 2003, mostrando que a probabilidade de ela ter a ver com o fenômeno era de 80%. No caso da Rússia, essa possibilidade é menor, afirma.

Comentários (0)

O Brasil na Contramão

Arquivado em: sustentabilidade | Tags:, , , , , , , — admin @ 08:58

 

O Brasil está na contramão. Enquanto nos países desenvolvidos há investimento maciço em energia solar e eólica, aqui  desperdiçamos um imenso potencial de uso de energia limpa. Vejam o gráfico abaixo com dados da ANEEL de dezembro de 2009.

O nosso potencial de aproveitamento da energia eólica é imenso, principalmente no litoral. E não adianta dizer que é uma fonte de energia mais cara, pois sabemos que dinheiro existe. Na crise econômica de 2008 o Governo não investiu quantias enormes em renúncias fiscais e auxílio ao mercado financeiro? Não é falta de dinheiro é falta de prioridade!!

Muitos irão dizer que o Brasil ainda tem uma posição inigualável, pois usa 86% de energia renovável. É verdade, mas energia renovável não é necessariamente energia limpa. Energia limpa é aquela oriunda de fontes renováveis, com impacto mínimo ao meio ambiente.

Uma grande usina hidrelétrica possui enormes impactos sociais e ambientais. Uma questão nova e que precisa ser melhor discutida é a geração de gás metano nos reservatórios de hidrelétricas em áreas de floresta. A decomposição da matéria orgânica alagada nessas imensas obras gera gás metano, que é um gás de efeito estufa (GEE) 21 vezes mais intenso que o gás carbônico.  Cientistas imaginam que algumas hidrelétricas emitem mais GEE do que uma termelétrica de capacidade equivalente. Vejam trabalho técnico sobre o assunto no link abaixo:

http://www.silvaporto.com.br/admin/downloads/GERACAO_METANO_HIDRELETRICAS.pdf

 

 

 matriz-energetica-brasileira21

Comentários (0)

Test-drive em Carros Elétricos no Brasil

Arquivado em: sustentabilidade | Tags:, , , , , , , , , , — admin @ 17:57

 

A última edição do programa Cidades e Soluções, da Globonews, apresentou reportagem muito interessante sobre os dois carros elétricos já produzidos em série no mundo. Aqui no Brasil, o jornalista André Trigueiro fez um test-drive nos dois modelos (veja vídeo abaixo).

Três aspectos importantes, já tratados aqui no blog, são destaques na reportagem:

a) Não há no Brasil nenhuma política pública para incentivar o desenvolvimento e o uso de veículos elétricos, diferentemente de vários países desenvolvidos;

b) Mesmo que a energia que abasteça o carro elétrico venha de termelétricas movidas a combustíveis fósseis, a redução de emissão de Gases de Efeito Estufa será significativa, devido a maior eficiência energética do motor elétrico em relação ao motor à combustão interna;

c) O custo de operação e de manutenção do carro elétrico é muito menor do que o carro convencional. Falta o incentivo governamental para que o custo de aquisição do veículo seja menor.

 

Comentários (2)

Mudanças Climáticas Podem Trazer Perdas de R$ 3,6 trilhões ao Brasil

Arquivado em: sustentabilidade | Tags:, , , , , , , — admin @ 13:54

 

Através do Grupo de Meio Ambiente do portal do jornalista Luis Nassif (http://blogln.ning.com/), tomei conhecimento de um amplo estudo lançado em novembro de 2009 que avaliou o impacto econômico que as mudanças climáticas trarão ao Brasil.

O impacto é imenso, podendo chegar a perdas de R$ 3,6 trilhões em 2050.

Vejam abaixo resumo do estudo. O estudo completo pode ser copiado em www.economiadoclima.org.br

 

ESTUDO ECONÔMICO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO BRASIL: RESUMO

O Brasil corre o risco de ter uma perda na economia de R$ 719 bilhões a R$ 3,6 trilhões em 2050, caso nada seja feito para reverter os impactos das mudanças climáticas. As regiões mais vulneráveis à mudança do clima no Brasil seriam a Amazônia e o Nordeste, com perdas expressivas para a agricultura em quase todos os estados. Além disso, a previsão é de uma menor a confiabilidade no sistema de geração de energia hidrelétrica, com redução de 31,5% a 29,3% da energia firme. Estes são alguns dos resultados do estudo Economia das Mudanças do Clima no Brasil (EMCB), uma iniciativa pioneira que analisa e quantifica o impacto da mudança do clima na agenda de desenvolvimento do país.

Pela primeira vez no País reuniu-se uma grande equipe interdisciplinar para integrar projeções sobre diferentes setores, formada principalmente por cientistas das principais instituições de pesquisa do país. Adotando como base os modelos climáticos desenvolvidos pelo CPTEC (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos) do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o horizonte do ano de 2050 - apesar dos problemas climáticos associados ao aquecimento global serem de longo prazo -, o estudo aborda vários setores cruciais para o Brasil: agricultura, energia, uso da terra e desmatamento, biodiversidade, recursos hídricos, zona costeira, migração e saúde.

As projeções alimentaram modelos de alguns setores da economia que traduziram em termos econômicos os impactos esperados em cada setor, de acordo com duas possíveis trajetórias do clima futuro desenvolvidas pelo IPCC – os cenários A2 (altas emissões) e B2 (baixas emissões). Estas trajetórias do IPCC são baseadas em hipóteses sobre o comportamento futuro da economia global. O estudo simula o comportamento futuro da economia brasileira compatível, na medida do possível, com as mesmas hipóteses do IPCC para a economia global.

Os cenários então gerados para a economia brasileira são chamados no estudo de cenários A2-BR simulados sem mudança do clima e com mudança do clima, segundo cenário climático A2 do IPCC, e cenário B2-BR, também simulado sem mudança do clima e com mudança do clima, segundo o cenário climático B2 do IPCC. Eles representam trajetórias futuras da economia brasileira caso o mundo se desenvolva globalmente segundo as premissas (econômicas) do IPCC do cenário climático A2 e do cenário climático B2.

A coordenação geral do estudo foi do professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), Jacques Marcovitch, e os coordenadores técnicos foram Sérgio Margulis e Carolina Dubeux. O consórcio foi formado pelas seguintes instituições: Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Campinas (Unicamp), Embrapa, INPE, COPPE/UFRJ, Fiocruz, FBDS, Cedeplar/UFMG, IPAM, IPEA e FIPE.

Perspectiva Macroeconômica

Estima-se que sem mudança do clima o PIB brasileiro será de R$ 15,3 trilhões (Reais de 2008) no cenário A2-BR em 2050, e R$ 16 trilhões no cenário B2-BR. Com o impacto da mudança do clima, estes PIBs reduzem-se em 0,5% e 2,3% respectivamente. Antecipados para valor presente com uma taxa de desconto de 1% ao ano, estas perdas ficariam entre R$ 719 bilhões e R$ 3,6 trilhões, o que equivaleria a jogar fora pelo menos um ano inteiro de crescimento nos próximos 40 anos.

Com ou sem mudança do clima, o PIB é sempre maior em B2-BR do que em A2-BR. Isto quer dizer que na trajetória mais limpa do cenário B2-BR, a economia cresce mais, e não menos. Em ambos cenários, a pobreza aumenta por conta da mudança do clima, mas de forma quase desprezível.

Haveria uma perda média anual para o cidadão brasileiro em 2050 entre R$ 534 (ou US$ 291) e R$ 1.603 (ou US$ 874). O valor presente em 2008 das reduções no consumo dos brasileiros acumuladas até 2050 ficaria entre R$ 6 mil e R$ 18 mil, representando de 60% a 180% do consumo anual per capita atual.

Perspectivas Regionais

As regiões mais vulneráveis à mudança do clima no Brasil seriam a Amazônia e o Nordeste.

Na Amazônia, o aquecimento pode chegar a 7-8°C em 2100, o que prenuncia uma alteração radical da floresta amazônica – a chamada “savanização”. Estima-se que as mudanças climáticas resultariam em redução de 40% da cobertura florestal na região sul-sudeste-leste da Amazônia, que será substituída pelo bioma savana.

No Nordeste, as chuvas tenderiam a diminuir 2-2,5 mm/dia até 2100, causando perdas agrícolas em todos os estados da região. O déficit hídrico reduziria em 25% a capacidade de pastoreio de bovinos de corte, favorecendo assim um retrocesso à pecuária de baixo rendimento.

O declínio de precipitação afetaria a vazão de rios em bacias do Nordeste, importantes para geração de energia, como a do Parnaíba e a do Atlântico Leste, com redução de vazões de até 90% entre 2070 e 2100.

Haveria perdas expressivas para a agricultura em todos os estados, com exceção dos mais frios no Sul-Sudeste, que passariam a ter temperaturas mais amenas.

Perspectivas Setoriais

Recursos hídricos - Os resultados projetados seriam alarmantes para algumas bacias, principalmente na região Nordeste, com uma diminuição brusca das vazões até 2100.

Energia - Perda de confiabilidade no sistema de geração de energia hidrelétrica, com redução de 31,5% a 29,3% da energia firme. Os impactos mais pronunciados ocorreriam nas regiões Norte e Nordeste. No Sul e no Sudeste os impactos se mostrariam mínimos ou positivos, mas neste caso não compensariam as perdas do Norte e do Nordeste.

Agropecuária - Com exceção da cana-de-açúcar, todas as culturas sofreriam redução das áreas com baixo risco de produção, em especial soja (-34% a -30%), milho (-15%) e café (-17% a -18%). A produtividade cairia em particular nas culturas de subsistência no Nordeste.

Zona costeira - Considerando o pior cenário de elevação do nível do mar e de eventos meteorológicos extremos, a estimativa dos valores materiais em risco ao longo da costa brasileira é de R$ 136 bilhões a R$ 207,5 bilhões.

Adaptação

Agricultura - As modificações genéticas seriam alternativas altamente viáveis para minimizar impactos da mudança do clima, exigindo investimento em pesquisa da ordem de R$ 1 bilhão por ano. A irrigação também foi investigada como alternativa de adaptação, mas com razões benefício-custo em geral menores.

Energia - Seria preciso instalar uma capacidade extra para gerar entre 162 TWh (25% da oferta interna de energia elétrica em 2008) e 153 TWh por ano (31% da oferta interna de energia elétrica em 2008), de preferência com geração por gás natural, bagaço de cana e energia eólica, a um custo de capital da ordem de US$ 51 bilhões a 48 bilhões.

Zona costeira - O custo de ações de gestão costeira e outras políticas públicas (14 ações recomendadas) somariam R$ 3,72 bilhões até 2050, ou cerca de R$ 93 milhões por ano.

Oportunidades de Mitigação

Desmatamento

Um preço médio de carbono na Amazônia de US$ 3 por tonelada, ou US$ 450 por hectare, desestimularia entre 70% e 80% da pecuária na região. Ao preço médio de US$ 50 por tonelada de carbono, seria possível reduzir em 95% o desmatamento.

Biocombustíveis

A substituição de combustíveis fósseis poderia evitar emissões domésticas de 92 milhões a 203 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2035. Exportações de etanol acrescentariam de 187 milhões a 362 milhões de toneladas às emissões evitadas em escala global.

O crescimento da área plantada de 17,8 milhões a 19 milhões de hectares não causaria substituição de áreas destinadas às culturas de subsistência em nenhuma região brasileira nem pressionaria o desmatamento da Amazônia, mas nas regiões Sudeste e Nordeste poderia afetar florestas e matas dos estabelecimentos agrícolas, caso as políticas para o setor não sejam implementadas adequadamente.

No Centro-Sul, principalmente, exposição de grandes concentrações populacionais a altos níveis de poluição atmosférica, caso não seja adotado o sistema de colheita mecanizada.

Taxação de carbono

O estudo estimou que o impacto de uma taxação entre US$ 30 e US$ 50 por tonelada de carbono reduziria as emissões nacionais entre 1,16% e 1,87% e resultaria em uma queda no PIB entre 0,13% e 0,08%.

Setor energético

Tomando como referência o Plano Nacional de Energia 2030, o potencial estimado de redução de emissões seria de 1,8 bilhão de toneladas de CO2 acumuladas no período 2010-2030. Com uma taxa de desconto de 8% ao ano, o custo estimado seria negativo, ou seja, haveria um ganho, ou benefício, de US$ 34 bilhões em 2030, equivalentes a US$ 13 por tonelada de CO2.

Prioridades de ação

Os custos e riscos potenciais da mudança do clima para o Brasil seriam ponderáveis e pesariam mais sobre as populações pobres do Norte e Nordeste, de modo que políticas de proteção social nestas regiões devem ser reforçadas.

É possível e necessário associar metas ambiciosas de crescimento com a redução de emissões de gases de efeito estufa, para assegurar acesso a mercados que favoreçam produtos com baixa emissão de carbono em seu ciclo de vida.

A mudança do clima deve integrar as políticas governamentais do setor ambiental (como incluir emissão ou sequestro de gases do efeito estufa no processo de licenciamento), tanto no caso da agenda marrom (poluição) quanto no da agenda verde (setor rural e afins) – setores de transportes, habitação, agricultura e indústria.

Garantir que a matriz energética mantenha-se “limpa”, investir nas muitas opções de eficiência energética altamente rentáveis, e garantir que o crescimento do PIB nacional também seja gerado de forma “limpa”.

No presente, a principal recomendação é estancar o desmatamento da Amazônia. O desmatamento gera significativas mudanças do clima local e regional e resulta em uma perda projetada de até 38% das espécies e de 12% de serviços ambientais em 2100.

Aumentar o conhecimento técnico sobre o problema, com o desenvolvimento de modelos climáticos, modelos que traduzam as mudanças esperadas do clima em impactos físicos nos diversos setores da economia, alternativas de mitigação e adaptação mais eficientes.

Investir em pesquisa agrícola de ponta, em particular na modificação genética de cultivares.

Desenvolver mais estudos para quantificar natureza e riscos de eventos extremos além de 2050 e 2100.

Comentários (0)

Boa Notícia: Brasil Estuda Criar Mercado de Controle de Emissões

Arquivado em: sustentabilidade | Tags:, , , , , , — admin @ 15:52

 

Uma boa notícia.  O Governo brasileiro está estudando a criação de um mercado de “títulos de redução de emissões” de Gases de Efeito Estufa (GEE). É o que os americanos chamam de “cap and trade”. 

O Brasil precisa adotar ações concretas para cumprir seus compromissos assumidos na Conferência de Copenhague.

Vejam abaixo reportagem da Agência Estado, divulgada pelo Portal UOL.

 

EMPRESA PODERÁ TER DE PAGAR POR POLUIÇÃO ACIMA DA META

Empresas que lançarem na atmosfera quantidade de carbono acima de um limite a ser fixado pelo governo terão de comprar “títulos” no mercado brasileiro de redução de emissões, prevê estudo do Ministério da Fazenda. Esse novo mercado funcionará com certificados de redução de emissões de gases do aquecimento global e os papéis também poderão ser comprados por investidores comuns.

O estudo dá início à regulamentação das metas do clima. No final do ano passado, o governo anunciou corte entre 36,1% e 38,9% das emissões de carbono previstas para 2020, mas as metas ainda não saíram do papel. O modelo em discussão no Ministério da Fazenda parte da ideia de que haverá “tetos” de emissão de carbono para os diferentes setores da economia. Estão sujeitos a esse tipo de limite os setores de geração de energia, transportes, a indústria em geral e o agronegócio.

Por ora, as metas brasileiras de redução das emissões de gases de efeito estufa são genéricas. O maior nível de detalhe fica restrito à redução do desmatamento, de 80% na Amazônia e 40% no Cerrado.

A partir do estabelecimento de tetos de emissão, as empresas que emitirem menos do que o limite ou atuarem na captura de carbono poderão vender “títulos de redução de emissões”. Os papéis atestariam uma determinada economia de emissão de gases de efeito estufa, medida em toneladas de CO2 equivalente. Já as empresas que ultrapassarem o teto de emissões terão de recorrer à compra de créditos no mercado.

O modelo prevê a criação de uma agência de controle das emissões, no molde das agências reguladoras. Ela ficaria responsável por estabelecer os tetos mais detalhados de emissão e fiscalizar seu cumprimento.

Comentários (1)

Curso Online Gratuito Amazônia e Mudanças Climáticas

Arquivado em: sustentabilidade | Tags:, , , , , , , , — admin @ 07:30

 

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) oferece o curso online gratuito A Floresta Amazônica e as Mudanças Climáticas.

Já divulgamos esse evento aqui, porém agora o IPAM criou um sistema de cadastramento dos interessados no treinamento. O link atual é:

http://www.ipam.org.br/curso/login

Participem. Divulguem.

Comentários (0)

Curso Online Gratuito Sobre Amazônia e Mudanças Climáticas

Arquivado em: sustentabilidade | Tags:, , , , , , , — admin @ 17:44

 

O IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e duas ONG’s norte-americanas, NEEF (National Environmental Education Foundation) e COMET (Cooperative Program for Operation Meteorology, Education and Training), estão oferecendo um curso à distância gratuito sobre a Floresta Amazônica e as Mudanças Climáticas.

O programa do curso é dividido em cinco capítulos:

 

a) Terra e Seu Clima;

b) Evidências das Mudanças Climáticas;

c) Projeções para o Futuro;

d) Brasil, a Amazônia e as Mudanças Climáticas;

e) Acordos Internacionais

 

Há versão em inglês e também uma versão para impressão. 

O link do treinamento é: 

http://www.ipam.org.br/uploads/cursos/portugues/broadcastmet/brazil_br/index.htm

Divulguem esse curso. É uma ótima oportunidade de capacitação sobre um assunto tão importante.

Comentários (10)

Vídeo: Reportagem Sobre Aquecimento Global

Arquivado em: sustentabilidade | Tags:, , , , , , , , — admin @ 13:19

 

Vejam abaixo vídeo com reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, sobre os impactos do Aquecimento Global.

 

Comentários (0)

Ótimo Protesto de ONG’s em Copenhague

Arquivado em: sustentabilidade | Tags:, , , , , , — admin @ 23:05

 

As ONG’s Greenpeace e TicTacTicTac fizeram um ótimo protesto às vesperas da COP-15. Foram colocados outdoors no aeroporto de Copenhague com a imagem de líderes mundiais envelhecidos, como se estivessem no ano de 2020.

Os políticos pedem perdão por não ter agido para controlar as mudanças climáticas. Vejam algumas fotos abaixo.

 

obama

lula

merkel

brown

Comentários (0)

Vídeo: Reportagem Sobre Mudanças Climáticas

Arquivado em: sustentabilidade | Tags:, , , , , — admin @ 12:29

 

Vejam abaixo reportagens do programa Fantátisco, da Rede Globo, sobre as consequências das mudanças climáticas.

 

 

Comentários (0)

O Crescimento das Emissões de Gases de Efeito Estufa no Brasil

Arquivado em: sustentabilidade | Tags:, , , , , , — admin @ 07:37

Vejam abaixo trecho de reportagem do jornal Folha de São Paulo sobre estudo da USP que concluiu que as emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil cresceu 24,6% entre 1990 e 2005. Uma conclusão importante do estudo é que o maior crescimento não veio do desmatamento (cujas emissões aumentaram 8,1%), mas sim energia, agropecuária, indústria e lixo (cujas emissões aumentaram 41%).

 

EMISSÃO DE GÁS-ESTUFA NO PAÍS SOBE 24,6% EM 15 ANOS

As emissões de gases do efeito estufa no Brasil aumentaram 24,6% entre 1990 e 2005, indica uma estimativa feita por cientistas da USP. Desde 1994 -o último ano para o qual o país havia produzido um inventário oficial sobre o tema- o crescimento foi de 17%.

O trabalho, liderado por Carlos Cerri, , sai às vésperas de o MMA (Ministério do Meio Ambiente) divulgar suas próprias estimativas. Os dois estudos preenchem um vácuo de informação deixado pelo MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia), que produz os dados oficiais, e deve divulgar o próximo inventário só no ano que vem.

Questionado sobre se 17% é algo acima ou abaixo da expectativa, Cerri diz que não sabe avaliar: “A gente não tinha ideia de quanto seria; o Brasil mudou muito nos últimos anos”. Seu trabalho, porém, mostra que o perfil brasileiro de emissões está mudando . Gases-estufa do desmatamento cresceram 8,1% entre 1994 e 2005, taxa menor que a de outros tipos de fonte. Emissões vindas de energia, agropecuária, indústria e lixo tiveram juntas aumento médio de 41%.

Mesmo com essa diferença, porém, o desmate continua sendo o principal emissor, representando 51,9% do total.

Descontando a perda de floresta, é possível comparar o Brasil a outros países. O crescimento de 41% foi menor que o de muitos países ricos que deveriam estar cortando emissões em vez de aumentar, conforme prevê o Protocolo de Kyoto. Gigantes pobres como China e Índia também tiveram aumentos maiores (89% e 62%, respectivamente). As emissões não-desmate do Brasil, porém, subiram mais que a média mundial de 28,1% -puxadas por uma matriz energética mais suja e pelos transportes.

Os cálculos de Cerri e seus colegas saem em um artigo na edição desta semana da revista “Scientia Agricola”. O trabalho, que levou cerca de um ano, é basicamente a compilação de dados de outros levantamentos já publicados -incluindo o inventário oficial de 1994. Cada fonte de dados teve de receber tratamento estatístico adequado para ser unida às outras.

Comentários (0)

Frase Sobre Sustentabilidade

Arquivado em: sustentabilidade | Tags:, , , , , , — admin @ 07:20

Vejam a frase dita pelo índio líder da etnia caiapó, Raoni Txucarramãe, publicada na edição de ontem (25/10) do jornal Folha de São Paulo:

O calor está intenso, os ventos são muito mais fortes do que eram antes e o nível dos rios na seca é diferente do que era… Estou preocupado“.

Comentários (0)

Vídeos Sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade

Arquivado em: sustentabilidade | Tags:, , , , , — admin @ 17:46

Está aberta a competição pelo melhor curta metragem sobre mudanças climáticas. Chamado 1 Minute To Save The World, o festival receberá vídeos com duração de cerda de 1 minuto até 5 de outubro de 2009.

No site do festival ( http://www.1minutetosavetheworld.com/) você pode votar para escolher o melhor vídeo.

Vejam abaixo alguns vídeos que participam do evento.

 

 

 

Comentários (2)
Silva Porto Consultoria Ambiental © 2010 - Todos os direitos reservados.
Rua Uruguai, 950 Sala 03 - Frezzarin - CEP 13465-680 - Americana - SP Fone: (19) 3462-7382 - futuro@silvaporto.com.br